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sábado, 29 de junho de 2013

Transporte coletivo puxa pressão das ruas e debate nacional

Enquanto as manifestações de rua impulsionam uma série de debates nacionais, a mobilidade urbana ganha espaço entre PEC 37; reforma política e fiscal; educação e saúde pública. O governo brasileiro e dirigentes da FIFA jamais imaginariam uma festa democrática em plena Copa das Confederações.

Dilma reconhece que o país deixou de investir em metrôs, por exemplo. Seria um bom recomeço, depois de dez anos de governo do PT. Mas a população, ao que parece, já está farta das siglas partidárias e das suas alianças obscenas, em prol de uma governabilidade engessada e sempre permeável ao desvio do dinheiro público e a chaga da corrupção.

Já fica claro, por exemplo, que a população nas ruas tem o poder de desengavetar o armário mofado das instituições nacionais. E que uma sociedade desenvolvida não é quando os “pobres” conseguem comprar carro com redução de IPI e demais incentivos, e sim, quando a parcela de poder aquisitivo mais elevado não tem vergonha de usar o transporte coletivo. Uma questão não somente política como cultural.


A miragem do metrô de Porto Alegre, que já estava ficando novamente distante, poderá embarcar nessa. Ou não? Será que o José Fortunati vai requerer uma fatia destes 50 bilhões que surgiram a mais, como um passe de mágica, para o Pacto da Mobilidade Urbana? As manifestações de rua estão fazendo milagres? Não. Apenas fazem lembrar que todo o poder emana do povo. E que esta catarse coletiva que vivenciamos no já histórico junho de 2013 não deve ser abafada com medidas simbólicas, apressadas e demagógicas. Mas deve ser combustível para o presente/futuro do país.

A mega hidrelétrica de Belo Monte, por exemplo, no seu modelo atrasado e devastador do ponto de vista socioambiental – é outro tema que também deveria estar sendo debatido amplamente. Assim como o investimento em matrizes energéticas renováveis (eólica, solar e biomassa), que se trata de uma questão estratégica em médio e longo prazo para o Brasil. Tem muita água pra rolar!

terça-feira, 11 de junho de 2013

Segue proibida a extração de areia do Rio Jacuí

Uma ação promovida pela ONG de Proteção Ambiental APTA denunciando a degradação das margens do Rio Jacuí e o desaparecimento de mais de cem praias em função das atividades de mineradoras, acabou gerando, sob alegação de danos ambientais irreparáveis, a proibição da extração de areia na região por determinação judicial.

Esta proibição será mantida no mínimo até uma perícia completa no Rio Jacuí que vai apontar a real dimensão dos danos ambientais irreparáveis. Entretanto, a proibição redirecionou os esforços das mineradoras para jazidas nas cidades de Cristal, Rio Pardo e Viamão.

Imagem de http://www.onacional.com.br
Aro Mineração Ltda; Somar Sociedade Mineradora Ltda e Smarja Mineração representam 90% das atividades de extração do Rio Jacuí. Nesta quarta-feira (05.06.2013) em Porto Alegre, entidades de trabalhadores e empresários de transporte de areia e demais entidades ligadas à construção civil realizaram atos de repúdio a proibição.

Alguns dos argumentos contrários a determinação judicial é o atraso das obras da Copa do mundo de 2014; o desemprego no setor e a opinião de que a queda das margens do rio e o desaparecimento de mais de cem praias é uma ação natural do Rio Jacuí.


Mas o que se verifica na ação judicial é que quando a busca em profundidade se torna impossível, a extração avança às margens do Rio – o que tiraria a sustentação do solo. 

sábado, 8 de junho de 2013

Incentivo à pesquisa é pensar um futuro sustentável (Arraia Gigante)

A Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda, premiou como melhor Desenho Técnico de 2012 o jovem Slat Boyan (19 anos) pelo protótipo de um equipamento apelidado de Arraia Gigante.


Com matriz potencial de retirada de cerca de 7 milhões de toneladas de plástico acumulado no oceano, o equipamento funciona com pás que juntam os resíduos e os armazenam para reciclagem. Estes resíduos de plástico no mar chegam a formar ilhas de lixo em certos pontos do Planeta, interferindo em todo o ecossistema marinho que acaba sofrendo com a poluição e a morte de milhares de espécimes de plantas e animais que acabam presos nesse lixo.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Seminário em Porto Alegre: Gestão Sustentável de Resíduos Sólidos

Como parte das atividades da Semana Municipal e Estadual de Meio Ambiente, no Plenário Otávio Rocha dias 06 e 07 de junho , acontece o “Seminário de Gestão Sustentável de Resíduos Sólidos: Cidade Bem Tratada” para discutir a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). O foco principal de debate será a implementação de sistemas de LOGÍSTICA REVERSA. O encontro é promovido Câmara de Vereadores de Porto Alegre e Associação Toda Vida.

Informações: http://cidadebemtratada.wordpress.com/programacao


quinta-feira, 30 de maio de 2013

Serras da Desordem

O filme Serras da Desordem (2006), de Andrea Tonacci, reconstitui a trajetória do índio Carapiru que escapou com vida do massacre da sua aldeia Avá-guajá por pistoleiros do Maranhão em 1978. Carapiru transitou pela floresta durante dez anos até ser encontrado na Bahia, a dois mil quilômetros de onde ocorreu o massacre, completamente nu, apenas com um arco e flecha, um cesto e sem falar nenhuma palavra do português. Ele foi acolhido por uma comunidade local e depois levado para Brasília pelo sertanista Sydney Possuelo.

Numa linha de estranhamento e experimentação entre documentário e ficção o filme do ítalo-brasileiro Andrea Tonacci (Bang bang, 1971) pretende e consegue projetar um olhar generoso sobre a diversidade cultural do Brasil sem precisar pregar qualquer tipo de conscientização didática a respeito.  Um dos melhores filmes brasileiros de todos os tempos, o filme é um documento belo e trágico de um caminho sem volta que merece do expectador um olhar diferenciado. Trata-se de uma oração silenciosa sobre respeito e solidariedade.  Uma experiência que vale a pena!

domingo, 12 de maio de 2013

MEIO E FIM



Por Juremir Machado da Silva
Correio do Povo – 03.05.2013
juremir@correiodopovo.com.br

Harpagão, personagem de Molière em “O Avarento”, queixa-se: “Maldito dinheiro, como és ruim de guardar”. Alguns têm um desejo frenético de multiplicá-lo. A qualquer custo. Tem gente, por demais apegada ao “desenvolvimento econômico”, que não consegue perceber a evolução dos costumes. A relação entre meio ambiente e empreendimentos de toda a sorte se alterou. Aquilo que era banal – derrubar árvores pelo “bem” da cidade ou instalar um condomínio de luxo quase dentro de um rio ou do mar – já não é mais aceito como progresso. O meio ambiente tornou-se um fim em si. Estão sob fogo cerrado as maneiras honestas ou desonestas de lidar com a natureza.

A Operação Concutare, pelo jeito, veio refrescar a memória dos mais resistentes ao novo quanto aos atalhos. Nessas situações, os suspeitos de corrupção quase sempre descobrem as agruras das prisões, ainda que por pouco tempo, em primeiro lugar. Os corruptores normalmente ficam para depois e, no mais das vezes, perdem a oportunidade de passar algumas noites em lugares emocionantes como o Presídio Central de Porto Alegre. Acontece que os corruptores podem integrar aquele seleto grupo que brada contra a impunidade em certos casos e trata de driblar alei em outros por achar que sonegar impostos é uma obrigação, dado que o Estado gasta mal e devolve pouco, ou que corromper agentes públicos em busca de licenças  ambientais mais expeditas é uma missão a serviço do crescimento por considerarem as preocupações ambientais como devaneios de utopistas desocupados.

A proteção ao meio ambiente tornou-se um dos valores mais caros do nosso tempo. Só a especulação imobiliária, certos políticos, muitos burocratas e uma categoria de empreendedores, desses que adoram falar em vanguarda da retaguarda, comportando-se não como pioneiros do progresso, mas como atrasados do pioneirismo, ainda não notaram a grande transformação no imaginário social. Uma fileira de árvores, mesmo recente, pode valer mais do que uma nova pista para carros. A margem de um curso de água pode ficar muito mais bonita vazia do que cheia de prédios. Viver de frente para um rio pode não significar encher a sua borda de concreto, mas mantê-la limpa, arborizada, segura e livre para passeios e corridas.

O progressista do século XIX e de boa parte do século XX via a natureza como um espaço a preencher e a tornar lucrativo. Quanto mais bela fosse uma paisagem, mais deveria ser transformada pela mão humana nem sempre hábil. É inegável que belas cidades foram construídas. Também é irrefutável que lugares maravilhosos foram destruídos. Chegamos ao limite. A sensibilidade agora é outra. Mas alguns atrasados do pioneirismo resistem. Os mais afoitos nem sempre se constrangem em usar métodos indecorosos para atingir os seus fins ultrapassados.

Os tempos estão mudando. Corruptores e corrompidos já dividem celas. No futuro, serão castigados com aulas de ecologia. Os mais empedernidos, porém, olham os ambientalistas com desdém e chegam a citar outra tirada de Harpagão: “Aquela rebeldia, meu tudo, tenha fé que a de passar-lhe um dia”. Não veem que passou o tempo da dominação implacável da natureza, pois ela se vinga. A natureza dos projetos é que terá de mudar. Que clima!

sábado, 4 de maio de 2013

Um Plano de Bacias para o Rio dos Sinos

Foto: http://sosriodossinos.zip.net/
A bacia do Rio dos Sinos inclui 32 municípios densamente povoados, sendo que apenas cerca de 8% da população vive em zona rural, e percorre 190 quilômetros abrangendo 3.800 Km2. Faz parte da bacia hidrográfica do Lago Guaíba, que deságua na Lagoa dos Patos, e somente na região Metropolitana de Porto Alegre, 21 destes municípios são banhados pelo rio dos Sinos, que enfrenta um descontrole histórico. 

O que denuncia este quadro é não somente o alto nível de poluição como também as tragédias ambientais recorrentes, que o colocam num ranking de poluição muito próximo do rio Tietê, que mantém um projeto de despoluição (continuado) pela prefeitura de São Paulo.

Cargas poluentes de esgotos e indústrias, como no caso de 2006, quando uma das maiores tragédias ambientais no RS levou a morte de mais de um milhão de peixes em função do despejo de resíduos tóxicos através, provavelmente, dos curtumes e demais indústrias das cidades de Estância Velha e Portão.

A poluição industrial, juntamente com uma alta carga de esgoto doméstico e a urbanização desordenada da população em favelas, constitui um problema vital para os municípios que constituem a bacia do rio dos Sinos resolverem de forma integrada.

Nesse sentido foram criados tanto o Pró-Sinos quanto o Consórcio Público de Saneamento Básico da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos. No dia 15 de abril os secretários de Meio Ambiente das cidades que pertencem à bacia dos Sinos reuniram-se em Novo Hamburgo.

Foto: Gabriela Loeblein Manoel - http://www.jornalnh.com.br
O objetivo dos secretários municipais foi o de finalizar um plano de bacias para ser entregue ao governo do Estado até dezembro de 2013. Nele será mapeada toda a trajetória do rio, de Canoas até a nascente do manancial em Caraá. Cada município deve fazer a sua parte no plano de bacias e captar individualmente os recursos federais via Ministério das Cidades.

Vale destacar, como alerta, o exemplo do Projeto Pró-Guaíba, criado na década de 90 e abandonado pelos sucessivos governos. Portando, somente a transparência e uma ampla participação da sociedade civil vão manter vivo o objetivo do Pró-Sinos e do Consórcio Público de Saneamento Básico da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos.

Quem tiver informações a respeito deste assunto pode nos manter informado.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Corrupção na Liberação de Licenças Ambientais e Autorizações Minerais no Rio Grande do Sul

blogdosargentotavares.blogspot.com.br
Foi deflagrada na manhã de ontem, 29/04/13, a Operação Concutare, criada para reprimir crimes ambientais, crimes contra a administração pública e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal em parceria com o Ministério Público, prendeu 18 pessoas suspeitas de envolvimento em esquema fraudulento de liberação de licenças ambientais. Entre os presos estão o secretário de Meio Ambiente de Porto Alegre Luiz Fernando Záchia, o secretário estadual de Meio Ambiente Carlos Fernando Niedersberg (Até este mês de abril era diretor-presidente da Fepam) e o ex-secretário de Meio Ambiente do Estado, Berfran Rosado (Atual presidente do Instituto Biosenso de Sustentabilidade).



A PF apreendeu R$ 468 mil, 44 mil dólares e 5.280 euros - o equivalente a mais de meio milhão de reais.

Abaixo infográfico do Correio do Povo (www.correiodopovo.com.brilustra o esquema:

http://correiodopovo.com.br/blogs/cidades/wp-content/uploads/2013/04/concutare-parte1.png


terça-feira, 23 de abril de 2013

Mais Automóveis e menos Árvores na cidade de Porto Alegre-RS


A Prefeitura de Porto Alegre, mesmo depois de toda a polêmica envolvendo corte de árvores e mobilidade urbana, fez a sua primeira opção: ao invés do plantio de 798 mudas para compensar as 798 árvores retiradas do parque Marinha do Brasil, a Secretaria Municipal de Obras e Viação (SMOV) e a Secretaria Municipal do meio Ambiente (SMAM) resolveram pelo pagamento de R$ 40 mil ao Fundo Municipal do meio Ambiente. Nesse cálculo não entram as 40 árvores, e outras 14 retiradas da Avenida Edvaldo Pereira Paiva (Beira-Rio) com a mesma finalidade.


Imagens de: defender.org.br e eficienciaenergtica.blogspot.com.br

A informação foi dada pelo Ministério Público (MP) no dia 11 de abril, embora a prefeitura negue e garanta, no seu site de notícias, que as compensações serão realizadas através do replantio de árvores. O secretário municipal de Gestão, Urbano Schmitt, comenta na nota sobre o depósito no Fundo Municipal do meio Ambiente, e a pronta mudança de opção após pronunciamento do Ministério Público (MP): “Houve um estudo detalhado para fazermos esse procedimento dentro da legislação vigente, mas, por decisão do prefeito, não vamos fazer nenhuma compensação em dinheiro.”

Ainda ficam muitas perguntas no ar: aonde será feito o replantio? Como vai ficar o caso das outras 101 árvores que faltam para a conclusão do projeto viário da Prefeitura de Porto Alegre, que foi suspenso pela Justiça? Este é o modelo de mobilidade urbana que realmente desejamos para a cidade após toda a histeria em torno da Copa de Mundo de 2014?

domingo, 21 de abril de 2013

Pneu Verde no Polo de Triunfo-RS

Imagem de: www.msam.com.br

Não se pode dimensionar de forma exata quanto tempo um pneu descartado incorretamente no meio ambiente vai demorar a se decompor, no entanto, tratam-se de séculos, em que poderá ocupar espaço em lixões como criadouro de insetos e proliferação de doenças como a dengue. Fora o risco de enchentes dependendo do local em que está depositado. 

A medida correta é descartar o pneu velho em Ecopontos, espalhados por todo o país. Alguns dos destinos racionais para os pneus produzidos a partir do petróleo (borracha extraída do látex) são a laminação e picotagem utilizada na fabricação de asfalto e co-processamento com o xisto, que permite a reutilização em cadeia na indústria farmacêutica e na agricultura, por exemplo. 

Mas isso não é o que ocorre, em geral, no Brasil; fora algumas iniciativas isoladas e sem um respaldo institucional consistente. Uma boa notícia, recente, é a produção dos chamados pneus verdes, num projeto pioneiro no Pólo Petroquímico de Triunfo (RS). 

A empresa alemã Lanxess vai produzir borracha a partir da cana-de-açúcar em projeto pioneiro no Pólo Petroquímico de Triunfo. A produção da borracha monômero de etileno propileno dieno (EPDM) a partir do etileno de cana-de-açúcar terá a Braskem como empresa parceira, através de um gasoduto que fornecerá a matéria-prima necessária. O pneu verde foi desenvolvido por pesquisadores brasileiros, alemães e chineses, e possui ótima resistência a produtos químicos, às intempéries e a oxidação. O EPDM também tem uma boa aderência em pisos molhados. A produção dos pneus ecologicamente corretos já obteve  uma demanda garantida que tende a ser ampliada de acordo com uma resolução da União Europeia que determina a rotulagem de pneus, que é uma tendência mundial.

sábado, 20 de abril de 2013

Política Nacional de Agricultura Orgânica e Ecológica

Após seis anos, a Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, com 28 representantes da sociedade e do poder público, está em vias de concluir a Política Nacional de Agricultura Orgânica e Agroecológica.

Fonte da imagem: http://revistagloborural.globo.com
Estima-se R$ 5 bilhões por anos até 2015 para pesquisa, crédito, capacitação, seguro agrícola específico e inclusão da agroecologia no currículo das escolas federais. Não há até o momento uma legislação que regulamente um estímulo para a agricultura orgânica. A Política Nacional de Agricultura Orgânica e Agroecológica vêm como tal, suprindo a falta de incentivo. No país que lidera o consumo de agrotóxicos no mundo, como é o caso do Brasil, espera-se que este tipo de fomento seja levado a sério e ampliado. Pois parte do plano de incentivo vai depender de projetos, envolvendo os municípios e os produtores rurais. 

Desenvolvimento Sustentável: A Institucionalização de um Conceito


Esta publicação de 2002 ajuda a entender o conceito de desenvolvimento sustentável com o qual nos deparamos hoje a todo o momento, em qualquer lugar e sob muitas roupagens. Pela Edições IBAMA, e organizado por Marcos Nobre e Maurício de Carvalho Amazonas, o texto aprofunda, em certo ponto demasiado retórico, na teia de relações institucionais que culminaram na atual configuração do conceito universal de DS.

O conceito de desenvolvimento sustentável apareceu provavelmente em 1979, no Simpósio das Nações Unidas sobre Inter-relações entre Recursos, Ambiente e Desenvolvimento. Embora sejam vários, e bem explorados nesta publicação, os pontapés iniciais para a utilização do conceito de DS. Em linhas gerais este período marca a ruptura e um avanço, do ponto de vista institucional, da questão ambiental no mundo.

O movimento verde que antes focava apenas nos processos ecológicos e biológicos de preservação dos seres vivos; ganha agora uma conotação mais abrangente e controversa com temas como população e urbanização, política, economia, guerra, armamentos, etc.

Deste período até a realização da ECO-92, aprofundou-se o debate sobre alteração da própria estrutura da demanda econômica para fins de manutenção da humanidade. E este debate é o que temos hoje, sob diferentes matizes e correntes de pensamento que, no entanto, podem gerar consenso em relação à questão ambiental.

O livro explora o conflito entre a discussão em torno de um chamado desenvolvimento sustentável (DS) e a própria teoria, dominante, da economia neoclássica do bem-estar (welfare economics). Conforme os fundamentos básicos da economia neoclássica, a apropriação dos recursos não renováveis se dá sob o prisma do utilitarismo-individualista. A questão ambiental, no entanto, ultrapassa o âmbito do mercado, vislumbrando um tipo de ética transgeracional, a qual os teóricos da economia neoclássica são míopes. Com desenvolvimento sustentável deve-se ler, no final das contas, desenvolvimento para onde? 
Desenvolvimento como e para quem? Certamente não ao preço tão caro do mal-estar das gerações presentes e futuras.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

O Descalabro Nuclear


O fantasma da ameaça nuclear não é exatamente o que você gostaria para o seu filho. Pyongyang, da Coréia do Norte, é o vilão da hora, papel que cabe por vezes ao Irã, e coube ao Iraque antes da nova cruzada antiterrorista.
Durante os anos 60, 70 e 80, no auge da Guerra Fria, os EUA e a ex-URSS ostentavam o seu poderio atômico explicitamente, num mundo rachado ideologicamente. Hoje em dia as coisas se tornaram um pouco diferentes, apesar de que a questão atômica, como se observa, ainda causar um grande alvoroço na diplomacia e nos noticiários internacionais.
E o temor não é absolutamente virtual. Pyongyang advertiu que os estrangeiros que vivem na Coréia do Sul preparem planos de retirada. Porta-vozes da Coréia do Norte despejavam, nesta terça-feira dia 9 de abril, palavras de ameaça como essas: “A península coreana se dirige para uma guerra termonuclear”. É um descalabro até mesmo como uma mera retórica belicista.

http://www.guardian.co.uk
Do ponto de vista histórico, a corrida nuclear durante a Guerra Fria ou mesmo o horror de Hiroshima e Nagasaki ainda não dobraram a esquina. E mesmo que não tenha havido outro ataque radioativo desde 1945, os arsenais atômicos são "brinquedos” por demais perigosos visto que têm o poder de aniquilar a humanidade.
A questão nuclear, no entanto, não está restrita a retórica de gato e rato entre as nações e a ameaça do holocausto; ela diz respeito também à geração de energia elétrica de muitos países do mundo, em especial na Europa, com países como França e Alemanha, entre outros, atolados na dependência estrutural e estratégica em relação à questão termonuclear.
A Usina de Fukushima, no Japão, foi abalada por um terremoto que atingiu o país em março de 2011. Estima-se que seja o pior desastre nuclear em 25 anos. Entre as consequências do desastre está o rejeito de água radioativa no oceano e a contaminação de alimentos.


O que fazer com o lixo nuclear?
Como o lixo eletrônico, o rejeito atômico tem sido alocado de forma insegura e criminosa nos países pobres. O chamado ciclo do plutônio (Pu 239) para desenvolvimento de energia elétrica revela-se um verdadeiro abacaxi atômico, com alto índice de risco socioambiental não dimensionado, ou escamoteado pelos seus defensores como fonte energética para abastecer indefinidamente os centros urbanos do futuro.
 Nenhuma nação, em verdade, sabe exatamente como lidar com o lixo radioativo. A luzinha vermelha acende a cada vazamento indesejável que ganha espaço nos meios de comunicação hegemônicos. E sabemos que isto nem sempre acontece. Há quem garanta que toda a questão nuclear trata-se de um lamentável, gigantesco e fatal equívoco. E dados científicos só fazem confirmar essa opinião.

www.danhistoriadetudo.blogspot.com
Em 1968 até mesmo as potências rivais EUA e URSS assinaram o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TPN), junto com outros 187 países. Mas na prática o tratado tem o mesmo peso do que as resoluções sobre aquecimento global têm para países como os maiores poluidores do mundo China e Estados Unidos, ou seja: nenhum.
Países como a Coréia do Norte, Índia, Paquistão e Israel nunca assinaram o Tratado de Não-Proliferação por o considerarem discriminatório na balança de forças geopolíticas.
O diplomata egípcio Mohamed ElBaradei esteve na UFRGS (Porto Alegre) no final de 2012 e defendeu uma reformulação no Conselho de Segurança da ONU. Ele faz lembrar que os principais atores do Conselho de Segurança são os mesmos que, ano após ano, incrementam o seu poderio atômico e defendem com unhas e dentes a estrutura de Estados Policiais à que estamos submetidos.
Se na América Latina existe certo silêncio sobre o tema, não quer dizer que exista uma maior segurança por aqui.

www.greenpeace.org

Link: O silêncio, nada inocente, do Programa Nuclear Brasileirowww.advivo.com.br

quinta-feira, 11 de abril de 2013

O Mundo Engarrafado


A indústria automotiva já era um dos pilares da economia mundial em meados do século passado. Atualmente, junto com a indústria de TI, ela representa perfeitamente dois conceitos básicos do novo milênio: velocidade e interação.

Charge de Cícero Lopes http://www.cicero.art.br
 O Brasil está fazendo a sua parte: a redução das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis e caminhões foi prorrogada até o final de 2013. Está cada vez mais fácil comprar um automóvel (nem que seja encarando anos de prestações).

Mas temos nos habituado a uma simples pergunta: precisamos de mais automóveis e caminhões nas estradas? A resposta fica ao encargo do leitor, enquanto ressaltamos alguns aspectos:

1) A infraestrutura do sistema viário no Brasil está voltada quase que exclusivamente para o transporte rodoviário e a utilização de combustível fóssil.
2) O escoamento da produção do país depende, portanto, desta infraestrutura voltada ao transporte rodoviário e aos combustíveis fósseis.

Nesse sentido precisamos de automóveis e caminhões para que o sistema não pare. E por outro lado precisamos nos livrar gradualmente da dependência dos combustíveis fósseis por causa de muitos fatores que se resumem na insustentabilidade do atual modelo: a poluição atmosférica e demais impactos ambientais próprios da cadeia automotiva, mobilidade urbana, futura escassez de recursos indispensáveis para manutenção do atual modelo, etc.

As alternativas estão postas em debate nas muitas conferências mundiais sobre meio ambiente e mobilidade urbana; e os transportes (ou sistemas) intermodais (tanto no transporte de carga quanto na mobilidade urbana) ocupam, com mérito, boa parte das soluções vislumbradas a curto e médio prazo.

Fonte imagem: http://www.inpgblog.com.br/transportes/
Sistema de transporte intermodal é a articulação entre transporte rodoviário, fluvial, ferroviário, cicloviário, entre outros. Cada região devendo articular os seus transportes de acordo com as suas potencialidades geográficas e econômicas. Entre as vantagens está a velocidade, a economia de energia, de combustíveis e a diminuição da poluição e dos impactos ambientais.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Incêndio na Estação Biológica do TAIM


O incêndio na Estação Ecológica (ESEC) do Taim, principiado dia 26 de março provavelmente por um raio, foi controlado com as chuvas dos dias 3 e 4 de abril. Todos os esforços da comunidade local para conter o fogo desde o dia 26 (voluntários, bombeiros, etc.) receberam como ajuda três aviões do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, que administra a Estação Ecológica. O presidente da reserva, Henrique Ilha, acredita que em um ano a vegetação dos cerca de cinco mil hectares (quase 15% da área total) estará recuperada, como foi possível verificar após último incêndio de proporções parecidas, ocorrido em 2008. 
No entanto, ainda sem informações precisas sobre os danos à fauna do Taim, só é possível afirmar que animais maiores tiveram mais facilidade de fuga das áreas atingidas mergulhando no banhado, ao contrário dos répteis e anfíbios que possuem menor mobilidade



Conforme o  ecólogo Marcelo Dutra, em entrevista ao site www.ihu.unisinos.br (Instituto Humanitas Unisinos), o fogo neste ecossistema não consiste numa tragédia sem reparação e, visto de outro ângulo: “pode ser utilizado como uma ferramenta de manejo, para evitar o acúmulo permanente de matéria seca, uma vez que nesse sistema a produção de biomassa é abundante e os riscos de incêndio são elevados”

Saiba mais sobre a  Estação Ecológica do Taim

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Sede da FEPAM interditada

Fonte imagem: http://noticias.r7.com

A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) que já tinha previsão para mudança de endereço em abril de 2013, foi desalojada antecipadamente no início do mês por falta de condições do prédio na sua sede (Rua Carlos Chagas, em Porto Alegre-RS) que sofreu um incêndio recentemente.


Com água e luz cortadas, os processos da Fepam em andamento estão suspensos por tempo indeterminado. Os servidores protestam e denunciam as más condições de infraestrutura desta entidade que presta um serviço importante à comunidade no Estado. Todos aqueles que sabem da importância de uma entidade oficial de proteção ambiental, aguardam uma solução rápida. Esperamos que a Fepam retome as suas atividades o quanto antes e, mais do que isso, que receba o apoio efetivo do Poder Público, em benefício da população do Rio Grande do Sul.

domingo, 7 de abril de 2013

A Insustentabilidade do Modelo Político e Social segundo Pesquisa IDH 2013


O Brasil segue na vergonhosa 85ª posição na pesquisa IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) em contraponto ao fato de sermos a sexta maior economia do mundo. Se há avanços na renda de parte da população, também existe um forte programa de maquiagem da verdadeira situação da maior parte da população alijada do alardeado (e real) crescimento econômico do país.
Mas o Brasil ainda engatinha em termos de saneamento básico, por exemplo.
A maior parte da população sobrevive sem tratamento de esgoto em suas comunidades. Com a proliferação de ratos e doenças. Isto não é condizente com a sexta maior economia do mundo.

Fontes das imagens: www.ceticismo.net, www.istoepiaui.blogspot.com.br, www.memoriasdeumarevolucionaria.blogspot.com.br, www.focandoanoticia.com.br, www.educador.brasilescola.com

Alguns dos itens avaliados pela pesquisa IDH:

* Saneamento básico
* Violência urbana e rural
* Distribuição de renda
* Educação fundamental


O senso comum diz que com uma arrecadação desse porte, nas costas (largas) de nós contribuintes, deveríamos usufruir, no mínimo, de uma qualidade de vida muito mais elevada.

Impostômetro - Fonte: www.infomoney.com.br
Mas quem liga pro deturpado “senso comum”?

Foto arquivo AmbienteMaiss (Leonardo Jaques)
Quem não possui um plano de saúde privado, pode constatar facilmente em qualquer emergência do SUS, que há alguma coisa errada com a aplicação do dinheiro do contribuinte.
Casos como o da prefeitura de Sobral, a 240 quilômetros de Fortaleza-CE, que inaugurou um hospital público (inconcluso) com show da Ivete Sangalo pagando um cachê de 650 mil reais, não condiz, certamente, com um país que é a sexta economia do mundo. Condiz mais com uma republiqueta de bananas administrada por Honoráveis Bandidos.

Livro de Palmerio Doria, Editora: Geracao
O alto nível de corrupção (ou desperdício do dinheiro público, como no caso da inauguração do hospital inconcluso em Sobral) caminha junto com o alto índice de arrecadação.
Então estes fatores são utilizados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para realização da pesquisa IDH 2013. Estes dados foram contestados pelo governo federal, que contrapõe com outras pesquisas favoráveis, válidas ou não.

Cada um de nós que faça a sua própria avaliação.

Frisamos, no entanto, que as administrações anteriores ao governo Lula não foram melhores nos quesitos avaliados pela pesquisa IDH. Aliás, seria desnecessário dizer que se trata de um processo histórico.
Um programa político desburocratizado, não meramente retórico, com planejamento socioambiental estratégico; ao invés de criticar os dados do IDH utilizá-los-ia como um exame médico é utilizado por uma equipe pré-cirúrgica para curar a doença que se alastra no organismo. E não duvidar do exame.


ALTAMIRA, NO PARÁ, COMO EXEMPLO DO PROJETO DE CRESCIMENTO DICOTÔMICO BRASILEIRO

Imagem do filme Belo Monte, anúncio de uma guerra
Dentro do contexto do texto anterior, compartilhamos aqui dois trechos do site do Greenpeace (www.greenpeace.org) sobre o “disparate econômico” da mega hidrelétrica de Belo Monte e o crescimento (inchaço) populacional da cidade de Altamira, no Pará, em função de Belo Monte, sem que haja no entanto, investimentos em infraestrutura como hospitais, escolas, segurança e saneamento básico.


(...) “Se sair do papel, Belo Monte será ao mesmo tempo um disparate econômico, um crime social e ambiental e uma mancha na história do Brasil. O projeto ecoa um modelo de desenvolvimento velho, que o país não deve nem precisa investir, tendo em vista que é absolutamente possível gerar a mesma quantidade de energia com impactos infinitamente menores. 
“Belo Monte é o exemplo do que há de mais atrasado no Brasil, é replicar o antigo molde energético que beneficia poucos à custa de uma destruição socioambiental imensa”, diz Sergio Leitão, diretor de Campanhas do Greenpeace. “Defender Belo Monte significa olhar o desenvolvimento do país pelo espelho retrovisor. O Brasil de hoje e do futuro podem seguir um caminho que una segurança energética, crescimento econômico e respeito ao ambiente e às pessoas.”
O custo inicial previsto pelo governo para a obra, R$ 7 bilhões (valor esse já revisado – para cima, obviamente – agora em R$ 19 bilhões), seria suficiente para formar um parque eólico equivalente a Itaipu. Ou seja, em vez de o BNDES bancar 80% desse projeto, como promete fazer, poderia aplicar os recursos dos brasileiros de maneira muito mais inteligente.”

Uma observação: este texto do Greenpeace é de 2010, portanto, desatualizado em alguns dados, sendo que Belo Monte já saiu do papel e a previsão de custo atual da hidrelétrica de Belo Monte já anda na casa dos 30 bilhões. 

"Belo Monte e seu rastro de caos e destruição

Notícia - 17 - abril - 2012
As consequências desta obra começam a ser sentidas em Altamira, uma das cidades mais afetadas pelo caos que se instalou devido à falta de infraestrutura. Crianças estão estudando dentro de contêineres, o sistema de saúde é deficiente, o tratamento de água é algo raro por lá e doenças como diarreias e verminoses se alastram. O preço da cesta básica disparou. No entanto, o Consórcio Norte Energia se comprometeu a fazer investimentos para que esses impactos fossem minimizados, mas até agora tudo não passou de promessa.
Um dos argumentos favoráveis à Belo Monte que mais se ouve em Altamira é de que as barragens levarão desenvolvimento para a região. Mas Dom Erwin Kräutler, bispo do Xingu e presidente do Cimi (Conselho Indigenista Missionário) tem outra concepção a respeito: “Ao meu ver, desenvolvimento é quando o ser humano é colocado no centro da questão. E não é o que tem acontecido aqui. Não há leitos novos no hospital, os barrageiros ganham no máximo R$ 1 mil, vivemos na capital da dengue e da malária. Desenvolvimento ocorre quando se melhora a qualidade de vida da população.”
Há a previsão de que Belo Monte venha desalojar entre 30 mil e 40 mil pessoas. Os futuros afetados são moradores dos municípios do entorno, ribeirinhos, extrativistas, indígenas e quilombolas. Isto acontecerá porque  a obra pode alagar uma área de 516 km2. Em contrapartida, devido à forte migração, a população atual, que está em torno de 109 mil pessoas, pode chegar a 200 mil habitantes já em 2013.
“No caso desta hidrelétrica, os estudos de impactos sociais e ambientais apresentados até o momento estão claramente subdimensionados. As condicionantes são desrespeitadas e não cumpridas. Os povos afetados reclamam que estão sendo ignorados. O desrespeito é generalizado, mas mesmo assim o ritmo de construção da usina está cada dia mais acelerado. Para eles, o meio ambiente e as pessoas são o que menos importam”, pontua Marcio Astrini, da Campanha da Amazônia do Greenpeace.”

sexta-feira, 22 de março de 2013

Todo dia é dia da ÁGUA!


Há 20 anos o Dia Mundial da Água é celebrado mundialmente. Mas sabemos que todo dia é dia da água, ou da falta dela, pois segundo a ONU, para mais de 1 bilhão de pessoas no mundo o acesso à água potável é insuficiente, seja pela quantidade mínima de litros por pessoa ou pela distância das fontes.
  
Segundo o relatório Sick Water (ou Água Doente, em português), a cada ano mais pessoas morrem por culpa da água poluída e contaminada dos rios e oceanos do que por todas as formas de violência juntas, incluindo as guerras. O responsável por este relatório, que analisa a qualidade do recurso líquido no planeta, é o Pnuma - Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.


quinta-feira, 14 de março de 2013

A História das Coisas (The Story of Stuff)

Em um excelente vídeo de 2007, produzido e apresentado pela norte-americana Annie Leonard e pelo Free Range Studios, está demonstrado de forma didática e muito ilustrativa o desenho do nosso atual sistema de produção e consumo (ou economia dos materiais), que é baseado no consumo de altíssima frequência (hiperconsumismo), que alimenta a cadeia: Extração de recursos naturais > Produção em massa > Distribuição em larga escala > Consumo > Descarte.
 
Se olharmos com atenção para todo este sistema, não será difícil perceber o que o viabiliza: uma forte cultura consumista incutida ideologicamente após a Revolução Industrial.
 
Produzir no ritmo insano de hoje leva ao tema deste blog, ou seja: toda a controvérsia socioambiental. A obsolescência programada é uma ferramenta importante nesse processo, com as consequências nocivas do incorreto descarte do lixo residencial e industrial.


ASSISTA O VÍDEO NA ÍNTEGRA:



Mas estamos falando de um sistema produtivo secular, que sustenta nosso modo de vida, enriquece nações e corporações, que dita nosso ritmo frenético e que nos faz feliz! (Será que nos faz feliz mesmo???). Não é fácil irmos à raiz do problema, na verdade é discutível apontar uma raiz apenas para tantos problemas ambientais e sociais.

Mas então, haverá uma solução plausível em médio prazo? Muitas frentes podem ser abertas para atacar os problemas atuais e começar essa mudança cultural rumo à sustentabilidade e equidade.

A autora do vídeo elenca alguns tópicos que devem ser observadas com atenção:
-Química verde (Green chemistry)
-Zero resíduos (Zero Waste)
-Produção em ciclo fechado (Closed loop production)
-Energia renovável (Renewable energy)
-Economias locais vivas (Local living economies)

Ao longo do tempo vamos analisar ponto a ponto dessa cadeia, detalhando cada possível solução.

Saiba mais sobre o projeto e os demais vídeos: http://www.storyofstuff.org/