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terça-feira, 30 de abril de 2013

Corrupção na Liberação de Licenças Ambientais e Autorizações Minerais no Rio Grande do Sul

blogdosargentotavares.blogspot.com.br
Foi deflagrada na manhã de ontem, 29/04/13, a Operação Concutare, criada para reprimir crimes ambientais, crimes contra a administração pública e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal em parceria com o Ministério Público, prendeu 18 pessoas suspeitas de envolvimento em esquema fraudulento de liberação de licenças ambientais. Entre os presos estão o secretário de Meio Ambiente de Porto Alegre Luiz Fernando Záchia, o secretário estadual de Meio Ambiente Carlos Fernando Niedersberg (Até este mês de abril era diretor-presidente da Fepam) e o ex-secretário de Meio Ambiente do Estado, Berfran Rosado (Atual presidente do Instituto Biosenso de Sustentabilidade).



A PF apreendeu R$ 468 mil, 44 mil dólares e 5.280 euros - o equivalente a mais de meio milhão de reais.

Abaixo infográfico do Correio do Povo (www.correiodopovo.com.br) ilustra o esquema:

http://correiodopovo.com.br/blogs/cidades/wp-content/uploads/2013/04/concutare-parte1.png


terça-feira, 23 de abril de 2013

Mais Automóveis e menos Árvores na cidade de Porto Alegre-RS


A Prefeitura de Porto Alegre, mesmo depois de toda a polêmica envolvendo corte de árvores e mobilidade urbana, fez a sua primeira opção: ao invés do plantio de 798 mudas para compensar as 798 árvores retiradas do parque Marinha do Brasil, a Secretaria Municipal de Obras e Viação (SMOV) e a Secretaria Municipal do meio Ambiente (SMAM) resolveram pelo pagamento de R$ 40 mil ao Fundo Municipal do meio Ambiente. Nesse cálculo não entram as 40 árvores, e outras 14 retiradas da Avenida Edvaldo Pereira Paiva (Beira-Rio) com a mesma finalidade.


Imagens de: defender.org.br e eficienciaenergtica.blogspot.com.br

A informação foi dada pelo Ministério Público (MP) no dia 11 de abril, embora a prefeitura negue e garanta, no seu site de notícias, que as compensações serão realizadas através do replantio de árvores. O secretário municipal de Gestão, Urbano Schmitt, comenta na nota sobre o depósito no Fundo Municipal do meio Ambiente, e a pronta mudança de opção após pronunciamento do Ministério Público (MP): “Houve um estudo detalhado para fazermos esse procedimento dentro da legislação vigente, mas, por decisão do prefeito, não vamos fazer nenhuma compensação em dinheiro.”

Ainda ficam muitas perguntas no ar: aonde será feito o replantio? Como vai ficar o caso das outras 101 árvores que faltam para a conclusão do projeto viário da Prefeitura de Porto Alegre, que foi suspenso pela Justiça? Este é o modelo de mobilidade urbana que realmente desejamos para a cidade após toda a histeria em torno da Copa de Mundo de 2014?

domingo, 21 de abril de 2013

Pneu Verde no Polo de Triunfo-RS

Imagem de: www.msam.com.br

Não se pode dimensionar de forma exata quanto tempo um pneu descartado incorretamente no meio ambiente vai demorar a se decompor, no entanto, tratam-se de séculos, em que poderá ocupar espaço em lixões como criadouro de insetos e proliferação de doenças como a dengue. Fora o risco de enchentes dependendo do local em que está depositado. 

A medida correta é descartar o pneu velho em Ecopontos, espalhados por todo o país. Alguns dos destinos racionais para os pneus produzidos a partir do petróleo (borracha extraída do látex) são a laminação e picotagem utilizada na fabricação de asfalto e co-processamento com o xisto, que permite a reutilização em cadeia na indústria farmacêutica e na agricultura, por exemplo. 

Mas isso não é o que ocorre, em geral, no Brasil; fora algumas iniciativas isoladas e sem um respaldo institucional consistente. Uma boa notícia, recente, é a produção dos chamados pneus verdes, num projeto pioneiro no Pólo Petroquímico de Triunfo (RS). 

A empresa alemã Lanxess vai produzir borracha a partir da cana-de-açúcar em projeto pioneiro no Pólo Petroquímico de Triunfo. A produção da borracha monômero de etileno propileno dieno (EPDM) a partir do etileno de cana-de-açúcar terá a Braskem como empresa parceira, através de um gasoduto que fornecerá a matéria-prima necessária. O pneu verde foi desenvolvido por pesquisadores brasileiros, alemães e chineses, e possui ótima resistência a produtos químicos, às intempéries e a oxidação. O EPDM também tem uma boa aderência em pisos molhados. A produção dos pneus ecologicamente corretos já obteve  uma demanda garantida que tende a ser ampliada de acordo com uma resolução da União Europeia que determina a rotulagem de pneus, que é uma tendência mundial.

sábado, 20 de abril de 2013

Política Nacional de Agricultura Orgânica e Ecológica

Após seis anos, a Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, com 28 representantes da sociedade e do poder público, está em vias de concluir a Política Nacional de Agricultura Orgânica e Agroecológica.

Fonte da imagem: http://revistagloborural.globo.com
Estima-se R$ 5 bilhões por anos até 2015 para pesquisa, crédito, capacitação, seguro agrícola específico e inclusão da agroecologia no currículo das escolas federais. Não há até o momento uma legislação que regulamente um estímulo para a agricultura orgânica. A Política Nacional de Agricultura Orgânica e Agroecológica vêm como tal, suprindo a falta de incentivo. No país que lidera o consumo de agrotóxicos no mundo, como é o caso do Brasil, espera-se que este tipo de fomento seja levado a sério e ampliado. Pois parte do plano de incentivo vai depender de projetos, envolvendo os municípios e os produtores rurais. 

Desenvolvimento Sustentável: A Institucionalização de um Conceito


Esta publicação de 2002 ajuda a entender o conceito de desenvolvimento sustentável com o qual nos deparamos hoje a todo o momento, em qualquer lugar e sob muitas roupagens. Pela Edições IBAMA, e organizado por Marcos Nobre e Maurício de Carvalho Amazonas, o texto aprofunda, em certo ponto demasiado retórico, na teia de relações institucionais que culminaram na atual configuração do conceito universal de DS.

O conceito de desenvolvimento sustentável apareceu provavelmente em 1979, no Simpósio das Nações Unidas sobre Inter-relações entre Recursos, Ambiente e Desenvolvimento. Embora sejam vários, e bem explorados nesta publicação, os pontapés iniciais para a utilização do conceito de DS. Em linhas gerais este período marca a ruptura e um avanço, do ponto de vista institucional, da questão ambiental no mundo.

O movimento verde que antes focava apenas nos processos ecológicos e biológicos de preservação dos seres vivos; ganha agora uma conotação mais abrangente e controversa com temas como população e urbanização, política, economia, guerra, armamentos, etc.

Deste período até a realização da ECO-92, aprofundou-se o debate sobre alteração da própria estrutura da demanda econômica para fins de manutenção da humanidade. E este debate é o que temos hoje, sob diferentes matizes e correntes de pensamento que, no entanto, podem gerar consenso em relação à questão ambiental.

O livro explora o conflito entre a discussão em torno de um chamado desenvolvimento sustentável (DS) e a própria teoria, dominante, da economia neoclássica do bem-estar (welfare economics). Conforme os fundamentos básicos da economia neoclássica, a apropriação dos recursos não renováveis se dá sob o prisma do utilitarismo-individualista. A questão ambiental, no entanto, ultrapassa o âmbito do mercado, vislumbrando um tipo de ética transgeracional, a qual os teóricos da economia neoclássica são míopes. Com desenvolvimento sustentável deve-se ler, no final das contas, desenvolvimento para onde? 
Desenvolvimento como e para quem? Certamente não ao preço tão caro do mal-estar das gerações presentes e futuras.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

O Descalabro Nuclear


O fantasma da ameaça nuclear não é exatamente o que você gostaria para o seu filho. Pyongyang, da Coréia do Norte, é o vilão da hora, papel que cabe por vezes ao Irã, e coube ao Iraque antes da nova cruzada antiterrorista.
Durante os anos 60, 70 e 80, no auge da Guerra Fria, os EUA e a ex-URSS ostentavam o seu poderio atômico explicitamente, num mundo rachado ideologicamente. Hoje em dia as coisas se tornaram um pouco diferentes, apesar de que a questão atômica, como se observa, ainda causar um grande alvoroço na diplomacia e nos noticiários internacionais.
E o temor não é absolutamente virtual. Pyongyang advertiu que os estrangeiros que vivem na Coréia do Sul preparem planos de retirada. Porta-vozes da Coréia do Norte despejavam, nesta terça-feira dia 9 de abril, palavras de ameaça como essas: “A península coreana se dirige para uma guerra termonuclear”. É um descalabro até mesmo como uma mera retórica belicista.

http://www.guardian.co.uk
Do ponto de vista histórico, a corrida nuclear durante a Guerra Fria ou mesmo o horror de Hiroshima e Nagasaki ainda não dobraram a esquina. E mesmo que não tenha havido outro ataque radioativo desde 1945, os arsenais atômicos são "brinquedos” por demais perigosos visto que têm o poder de aniquilar a humanidade.
A questão nuclear, no entanto, não está restrita a retórica de gato e rato entre as nações e a ameaça do holocausto; ela diz respeito também à geração de energia elétrica de muitos países do mundo, em especial na Europa, com países como França e Alemanha, entre outros, atolados na dependência estrutural e estratégica em relação à questão termonuclear.
A Usina de Fukushima, no Japão, foi abalada por um terremoto que atingiu o país em março de 2011. Estima-se que seja o pior desastre nuclear em 25 anos. Entre as consequências do desastre está o rejeito de água radioativa no oceano e a contaminação de alimentos.


O que fazer com o lixo nuclear?
Como o lixo eletrônico, o rejeito atômico tem sido alocado de forma insegura e criminosa nos países pobres. O chamado ciclo do plutônio (Pu 239) para desenvolvimento de energia elétrica revela-se um verdadeiro abacaxi atômico, com alto índice de risco socioambiental não dimensionado, ou escamoteado pelos seus defensores como fonte energética para abastecer indefinidamente os centros urbanos do futuro.
 Nenhuma nação, em verdade, sabe exatamente como lidar com o lixo radioativo. A luzinha vermelha acende a cada vazamento indesejável que ganha espaço nos meios de comunicação hegemônicos. E sabemos que isto nem sempre acontece. Há quem garanta que toda a questão nuclear trata-se de um lamentável, gigantesco e fatal equívoco. E dados científicos só fazem confirmar essa opinião.

www.danhistoriadetudo.blogspot.com
Em 1968 até mesmo as potências rivais EUA e URSS assinaram o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TPN), junto com outros 187 países. Mas na prática o tratado tem o mesmo peso do que as resoluções sobre aquecimento global têm para países como os maiores poluidores do mundo China e Estados Unidos, ou seja: nenhum.
Países como a Coréia do Norte, Índia, Paquistão e Israel nunca assinaram o Tratado de Não-Proliferação por o considerarem discriminatório na balança de forças geopolíticas.
O diplomata egípcio Mohamed ElBaradei esteve na UFRGS (Porto Alegre) no final de 2012 e defendeu uma reformulação no Conselho de Segurança da ONU. Ele faz lembrar que os principais atores do Conselho de Segurança são os mesmos que, ano após ano, incrementam o seu poderio atômico e defendem com unhas e dentes a estrutura de Estados Policiais à que estamos submetidos.
Se na América Latina existe certo silêncio sobre o tema, não quer dizer que exista uma maior segurança por aqui.

www.greenpeace.org

Link: O silêncio, nada inocente, do Programa Nuclear Brasileiro – www.advivo.com.br

quinta-feira, 11 de abril de 2013

O Mundo Engarrafado


A indústria automotiva já era um dos pilares da economia mundial em meados do século passado. Atualmente, junto com a indústria de TI, ela representa perfeitamente dois conceitos básicos do novo milênio: velocidade e interação.

Charge de Cícero Lopes http://www.cicero.art.br
 O Brasil está fazendo a sua parte: a redução das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis e caminhões foi prorrogada até o final de 2013. Está cada vez mais fácil comprar um automóvel (nem que seja encarando anos de prestações).

Mas temos nos habituado a uma simples pergunta: precisamos de mais automóveis e caminhões nas estradas? A resposta fica ao encargo do leitor, enquanto ressaltamos alguns aspectos:

1) A infraestrutura do sistema viário no Brasil está voltada quase que exclusivamente para o transporte rodoviário e a utilização de combustível fóssil.
2) O escoamento da produção do país depende, portanto, desta infraestrutura voltada ao transporte rodoviário e aos combustíveis fósseis.

Nesse sentido precisamos de automóveis e caminhões para que o sistema não pare. E por outro lado precisamos nos livrar gradualmente da dependência dos combustíveis fósseis por causa de muitos fatores que se resumem na insustentabilidade do atual modelo: a poluição atmosférica e demais impactos ambientais próprios da cadeia automotiva, mobilidade urbana, futura escassez de recursos indispensáveis para manutenção do atual modelo, etc.

As alternativas estão postas em debate nas muitas conferências mundiais sobre meio ambiente e mobilidade urbana; e os transportes (ou sistemas) intermodais (tanto no transporte de carga quanto na mobilidade urbana) ocupam, com mérito, boa parte das soluções vislumbradas a curto e médio prazo.

Fonte imagem: http://www.inpgblog.com.br/transportes/
Sistema de transporte intermodal é a articulação entre transporte rodoviário, fluvial, ferroviário, cicloviário, entre outros. Cada região devendo articular os seus transportes de acordo com as suas potencialidades geográficas e econômicas. Entre as vantagens está a velocidade, a economia de energia, de combustíveis e a diminuição da poluição e dos impactos ambientais.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Incêndio na Estação Biológica do TAIM


O incêndio na Estação Ecológica (ESEC) do Taim, principiado dia 26 de março provavelmente por um raio, foi controlado com as chuvas dos dias 3 e 4 de abril. Todos os esforços da comunidade local para conter o fogo desde o dia 26 (voluntários, bombeiros, etc.) receberam como ajuda três aviões do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, que administra a Estação Ecológica. O presidente da reserva, Henrique Ilha, acredita que em um ano a vegetação dos cerca de cinco mil hectares (quase 15% da área total) estará recuperada, como foi possível verificar após último incêndio de proporções parecidas, ocorrido em 2008. 
No entanto, ainda sem informações precisas sobre os danos à fauna do Taim, só é possível afirmar que animais maiores tiveram mais facilidade de fuga das áreas atingidas mergulhando no banhado, ao contrário dos répteis e anfíbios que possuem menor mobilidade



Conforme o  ecólogo Marcelo Dutra, em entrevista ao site www.ihu.unisinos.br (Instituto Humanitas Unisinos), o fogo neste ecossistema não consiste numa tragédia sem reparação e, visto de outro ângulo: “pode ser utilizado como uma ferramenta de manejo, para evitar o acúmulo permanente de matéria seca, uma vez que nesse sistema a produção de biomassa é abundante e os riscos de incêndio são elevados”

Saiba mais sobre a  Estação Ecológica do Taim

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Sede da FEPAM interditada

Fonte imagem: http://noticias.r7.com

A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) que já tinha previsão para mudança de endereço em abril de 2013, foi desalojada antecipadamente no início do mês por falta de condições do prédio na sua sede (Rua Carlos Chagas, em Porto Alegre-RS) que sofreu um incêndio recentemente.


Com água e luz cortadas, os processos da Fepam em andamento estão suspensos por tempo indeterminado. Os servidores protestam e denunciam as más condições de infraestrutura desta entidade que presta um serviço importante à comunidade no Estado. Todos aqueles que sabem da importância de uma entidade oficial de proteção ambiental, aguardam uma solução rápida. Esperamos que a Fepam retome as suas atividades o quanto antes e, mais do que isso, que receba o apoio efetivo do Poder Público, em benefício da população do Rio Grande do Sul.

domingo, 7 de abril de 2013

A Insustentabilidade do Modelo Político e Social segundo Pesquisa IDH 2013


O Brasil segue na vergonhosa 85ª posição na pesquisa IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) em contraponto ao fato de sermos a sexta maior economia do mundo. Se há avanços na renda de parte da população, também existe um forte programa de maquiagem da verdadeira situação da maior parte da população alijada do alardeado (e real) crescimento econômico do país.
Mas o Brasil ainda engatinha em termos de saneamento básico, por exemplo.
A maior parte da população sobrevive sem tratamento de esgoto em suas comunidades. Com a proliferação de ratos e doenças. Isto não é condizente com a sexta maior economia do mundo.

Fontes das imagens: www.ceticismo.net, www.istoepiaui.blogspot.com.br, www.memoriasdeumarevolucionaria.blogspot.com.br, www.focandoanoticia.com.br, www.educador.brasilescola.com

Alguns dos itens avaliados pela pesquisa IDH:

* Saneamento básico
* Violência urbana e rural
* Distribuição de renda
* Educação fundamental


O senso comum diz que com uma arrecadação desse porte, nas costas (largas) de nós contribuintes, deveríamos usufruir, no mínimo, de uma qualidade de vida muito mais elevada.

Impostômetro - Fonte: www.infomoney.com.br
Mas quem liga pro deturpado “senso comum”?

Foto arquivo AmbienteMaiss (Leonardo Jaques)
Quem não possui um plano de saúde privado, pode constatar facilmente em qualquer emergência do SUS, que há alguma coisa errada com a aplicação do dinheiro do contribuinte.
Casos como o da prefeitura de Sobral, a 240 quilômetros de Fortaleza-CE, que inaugurou um hospital público (inconcluso) com show da Ivete Sangalo pagando um cachê de 650 mil reais, não condiz, certamente, com um país que é a sexta economia do mundo. Condiz mais com uma republiqueta de bananas administrada por Honoráveis Bandidos.

Livro de Palmerio Doria, Editora: Geracao
O alto nível de corrupção (ou desperdício do dinheiro público, como no caso da inauguração do hospital inconcluso em Sobral) caminha junto com o alto índice de arrecadação.
Então estes fatores são utilizados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para realização da pesquisa IDH 2013. Estes dados foram contestados pelo governo federal, que contrapõe com outras pesquisas favoráveis, válidas ou não.

Cada um de nós que faça a sua própria avaliação.

Frisamos, no entanto, que as administrações anteriores ao governo Lula não foram melhores nos quesitos avaliados pela pesquisa IDH. Aliás, seria desnecessário dizer que se trata de um processo histórico.
Um programa político desburocratizado, não meramente retórico, com planejamento socioambiental estratégico; ao invés de criticar os dados do IDH utilizá-los-ia como um exame médico é utilizado por uma equipe pré-cirúrgica para curar a doença que se alastra no organismo. E não duvidar do exame.


ALTAMIRA, NO PARÁ, COMO EXEMPLO DO PROJETO DE CRESCIMENTO DICOTÔMICO BRASILEIRO

Imagem do filme Belo Monte, anúncio de uma guerra
Dentro do contexto do texto anterior, compartilhamos aqui dois trechos do site do Greenpeace (www.greenpeace.org) sobre o “disparate econômico” da mega hidrelétrica de Belo Monte e o crescimento (inchaço) populacional da cidade de Altamira, no Pará, em função de Belo Monte, sem que haja no entanto, investimentos em infraestrutura como hospitais, escolas, segurança e saneamento básico.


(...) “Se sair do papel, Belo Monte será ao mesmo tempo um disparate econômico, um crime social e ambiental e uma mancha na história do Brasil. O projeto ecoa um modelo de desenvolvimento velho, que o país não deve nem precisa investir, tendo em vista que é absolutamente possível gerar a mesma quantidade de energia com impactos infinitamente menores. 
“Belo Monte é o exemplo do que há de mais atrasado no Brasil, é replicar o antigo molde energético que beneficia poucos à custa de uma destruição socioambiental imensa”, diz Sergio Leitão, diretor de Campanhas do Greenpeace. “Defender Belo Monte significa olhar o desenvolvimento do país pelo espelho retrovisor. O Brasil de hoje e do futuro podem seguir um caminho que una segurança energética, crescimento econômico e respeito ao ambiente e às pessoas.”
O custo inicial previsto pelo governo para a obra, R$ 7 bilhões (valor esse já revisado – para cima, obviamente – agora em R$ 19 bilhões), seria suficiente para formar um parque eólico equivalente a Itaipu. Ou seja, em vez de o BNDES bancar 80% desse projeto, como promete fazer, poderia aplicar os recursos dos brasileiros de maneira muito mais inteligente.”

Uma observação: este texto do Greenpeace é de 2010, portanto, desatualizado em alguns dados, sendo que Belo Monte já saiu do papel e a previsão de custo atual da hidrelétrica de Belo Monte já anda na casa dos 30 bilhões. 

"Belo Monte e seu rastro de caos e destruição

Notícia - 17 - abril - 2012
As consequências desta obra começam a ser sentidas em Altamira, uma das cidades mais afetadas pelo caos que se instalou devido à falta de infraestrutura. Crianças estão estudando dentro de contêineres, o sistema de saúde é deficiente, o tratamento de água é algo raro por lá e doenças como diarreias e verminoses se alastram. O preço da cesta básica disparou. No entanto, o Consórcio Norte Energia se comprometeu a fazer investimentos para que esses impactos fossem minimizados, mas até agora tudo não passou de promessa.
Um dos argumentos favoráveis à Belo Monte que mais se ouve em Altamira é de que as barragens levarão desenvolvimento para a região. Mas Dom Erwin Kräutler, bispo do Xingu e presidente do Cimi (Conselho Indigenista Missionário) tem outra concepção a respeito: “Ao meu ver, desenvolvimento é quando o ser humano é colocado no centro da questão. E não é o que tem acontecido aqui. Não há leitos novos no hospital, os barrageiros ganham no máximo R$ 1 mil, vivemos na capital da dengue e da malária. Desenvolvimento ocorre quando se melhora a qualidade de vida da população.”
Há a previsão de que Belo Monte venha desalojar entre 30 mil e 40 mil pessoas. Os futuros afetados são moradores dos municípios do entorno, ribeirinhos, extrativistas, indígenas e quilombolas. Isto acontecerá porque  a obra pode alagar uma área de 516 km2. Em contrapartida, devido à forte migração, a população atual, que está em torno de 109 mil pessoas, pode chegar a 200 mil habitantes já em 2013.
“No caso desta hidrelétrica, os estudos de impactos sociais e ambientais apresentados até o momento estão claramente subdimensionados. As condicionantes são desrespeitadas e não cumpridas. Os povos afetados reclamam que estão sendo ignorados. O desrespeito é generalizado, mas mesmo assim o ritmo de construção da usina está cada dia mais acelerado. Para eles, o meio ambiente e as pessoas são o que menos importam”, pontua Marcio Astrini, da Campanha da Amazônia do Greenpeace.”

sexta-feira, 22 de março de 2013

Todo dia é dia da ÁGUA!


Há 20 anos o Dia Mundial da Água é celebrado mundialmente. Mas sabemos que todo dia é dia da água, ou da falta dela, pois segundo a ONU, para mais de 1 bilhão de pessoas no mundo o acesso à água potável é insuficiente, seja pela quantidade mínima de litros por pessoa ou pela distância das fontes.
  
Segundo o relatório Sick Water (ou Água Doente, em português), a cada ano mais pessoas morrem por culpa da água poluída e contaminada dos rios e oceanos do que por todas as formas de violência juntas, incluindo as guerras. O responsável por este relatório, que analisa a qualidade do recurso líquido no planeta, é o Pnuma - Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.


quinta-feira, 14 de março de 2013

A História das Coisas (The Story of Stuff)

Em um excelente vídeo de 2007, produzido e apresentado pela norte-americana Annie Leonard e pelo Free Range Studios, está demonstrado de forma didática e muito ilustrativa o desenho do nosso atual sistema de produção e consumo (ou economia dos materiais), que é baseado no consumo de altíssima frequência (hiperconsumismo), que alimenta a cadeia: Extração de recursos naturais > Produção em massa > Distribuição em larga escala > Consumo > Descarte.
 
Se olharmos com atenção para todo este sistema, não será difícil perceber o que o viabiliza: uma forte cultura consumista incutida ideologicamente após a Revolução Industrial.
 
Produzir no ritmo insano de hoje leva ao tema deste blog, ou seja: toda a controvérsia socioambiental. A obsolescência programada é uma ferramenta importante nesse processo, com as consequências nocivas do incorreto descarte do lixo residencial e industrial.


ASSISTA O VÍDEO NA ÍNTEGRA:



Mas estamos falando de um sistema produtivo secular, que sustenta nosso modo de vida, enriquece nações e corporações, que dita nosso ritmo frenético e que nos faz feliz! (Será que nos faz feliz mesmo???). Não é fácil irmos à raiz do problema, na verdade é discutível apontar uma raiz apenas para tantos problemas ambientais e sociais.

Mas então, haverá uma solução plausível em médio prazo? Muitas frentes podem ser abertas para atacar os problemas atuais e começar essa mudança cultural rumo à sustentabilidade e equidade.

A autora do vídeo elenca alguns tópicos que devem ser observadas com atenção:
-Química verde (Green chemistry)
-Zero resíduos (Zero Waste)
-Produção em ciclo fechado (Closed loop production)
-Energia renovável (Renewable energy)
-Economias locais vivas (Local living economies)

Ao longo do tempo vamos analisar ponto a ponto dessa cadeia, detalhando cada possível solução.

Saiba mais sobre o projeto e os demais vídeos: http://www.storyofstuff.org/

domingo, 10 de março de 2013

Um Anúncio de Guerra na Amazônia


O filme Belo Monte, Anúncio de uma Guerra, foi realizado através de financiamento coletivo (crowdsourcing) com mais de 3 mil colaboradores, via sistema Catarse, e dirigido por André D´Elia, para ser um documento de divulgação da luta dos povos que habitam, utilizam e preservam os recursos naturais da região do Rio Xingu, afluente do Rio Amazonas, no Pará. É um grito de socorro!


O projeto da mega hidrelétrica de Belo Monte remonta ao período dos militares, época da controversa obra da Transamazônica que acabou virando uma estrada fantasma no coração da Amazônia.
Belo Monte, por outros meios, veio se arrastando durante décadas, até ganhar fôlego nos governos petistas, através da inoperância da FUNAI e do IBAMA.
No documentário fica claro o artifício do governo federal em insistir, de forma mentirosa, que as populações do Rio Xingu não serão atingidas pelas cinco barragens.
Essa foi a maneira de impedir que o tema passasse pelo crivo do Congresso Nacional.
O filme mostra o artifício engenhoso e desumano que deixa em aberto o espectro violento e colonial que ronda o Ministério de Minas e Energia.
A quem interessa a energia a qualquer preço?
Se há um orçamento de 30 bilhões para Belo Monte, em execução por consórcio de empreiteiras nacionais e estrangeiras, você acha estranho que haja uma notícia como esta?

“Empregado do Consórcio Construtor Belo Monte é flagrado infiltrado em reunião do Movimento Xingu Vivo com caneta espiã. Em vídeo, ele diz que trabalhava com ajuda da Abin e que se infiltrou também no movimento sindical para desmobilizar greves”


O tema desta postagem foi sugerido pelo amigo Celso Alegransi, professor de história e colaborador do financiamento coletivo para realização do filme BeloMonte, Anúncio de uma Guerra.

ASSISTA O FILME NA ÍNTEGRA: 

sábado, 9 de março de 2013

Blairo Maggi , o “Rei da Soja”, assume presidência da Comissão do Meio Ambiente do Senado


O ex-governador do Mato Grosso Blairo Maggi, assumiu a presidência da CMA, Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor, Fiscalização e Controle do Senado, que tem papel fiscalizador das ações do poder executivo. E como não poderia deixar de ser, a nomeação do ruralista está cercada de controvérsias pelo fato de ele fazer parte do grupo empresarial Ammagi, destacado produtor de soja mundial.

Em 2004 o Greenpeace concedeu ao senador o “prêmio” simbólico de “Motosserra de Ouro”, por considerar que suas ações políticas e empresariais na época, contribuíram muito para o desmatamento da Amazônia.
Também pesa contra ele os poucos projetos de lei propostos que tratam de questões ambientais.


Porém, a trajetória do político e empresário do agronegócio sempre foi muito instável quando o assunto é meio ambiente, pois ele alternou apoio a projetos sustentáveis e outros tantos protegendo os interesses da bancada ruralista. Pois é justamente esse papel ambíguo nessa eterna queda de braço, que trazem tantos questionamentos. Não havia ninguém menos ligado à um dos lados da questão? 

Apenas para não deixar de destacar, as suas empresas atualmente, por força de lei, possuem certificações ambientais, como ISO 14001 e ISCC (International Sustainability and Carbon Certification).


A CMA do Senado conta com 17 senadores titulares e 17 suplentes, que atuam em três subcomissões permanentes e uma temporária, conforme abaixo:

CMAGUA - Subcomissão Permanente da Água
CMACOPOLIM - Subcomissão Permanente de Acompanhamento da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas 2016
CMABMONTE - Subcomissão Temporária para acompanhar a execução das obras da Usina de Belo Monte.
CMARIO20P - Subcomissão Permanente de Monitoramento da Implementação das Medidas Adotadas na Rio+20

Mais informações sobre as atividades da Comissão, acesse:  http://www.senado.gov.br/atividade/comissoes/comissao.asp?origem=SF&com=50

As manobras politiqueiras para ajeitar os aliados aqui ou ali parecem vir ao natural, para debochar da cara de toda população.

sexta-feira, 1 de março de 2013

AmbienteMaiss apóia o Movimento pela Revitalização e Humanização do Viaduto Otávio Rocha (Viaduto da Borges em Porto Alegre-RS)

Viaduto Otávio Rocha: Uma obra única no mundo devido as suas características arquitetônicas e de uma exuberância urbanística e cultural, com espaços temáticos com a venda discos de vinil, sebos, ourives, sapataria, barbearia, lanchonetes, floras e artesanato. Temos por objetivo através da ARCCOV - Associação Representativa e Cultural dos Comerciantes do Viaduto Otávio Rocha e do Movimento Amigos do Viaduto a revitalização e humanização deste patrimônio tombado desde a década de 80 pelo município.

Convidamos todos para fazerem parte do Movimento pela Revitalização e Humanização do Viaduto Otávio Rocha. Nossa posição é manter a identidade imaterial sem as quinquilharias made in china, criando um corredor cultural. Só conseguiremos isso se a sociedade civil e os movimentos paralelos, nos derem apoio para construirmos junto aos órgãos públicos esta proposta, a qual já viemos discutindo com nossos parceiros do Centro Histórico, como uma solução plausível com outras medidas pela manutenção periódica envolvendo  moradores do entorno, hotéis, entidades e movimentos sociais como a  ARI , Teatro de Arena, Movimento Utopia e Luta e os demais movimentos Culturais, sociais e ambientais. Estamos falando de um bem tombado único no mundo, de exuberância arquitetônica e não podemos deixar que aconteça uma restauração pífia como houve há 13 anos atrás, onde não houve a participação da sociedade civil e o envolvimento dos permissionários, sendo que os mesmos fazem parte da cultura viva, como exemplo o Toni Mágico o qual foi um dos primeiros abandonar o Viaduto devido a falta de segurança e de apoio do poder público. Vamos fazer um movimento para trazer de volta esta lenda viva deste patrimônio, pois sempre alguém pergunta: - Cadê a lojinha do Tio Toni ? ? ?

Conteúdo originalmente postado no Blog da ARCCOV: http://arccov.blogspot.com.br/

ARCCOV - Associação Representativa e Cultural dos ComercianteS do Viaduto Otávio Rocha
Viaduto Otávio Rocha, loja 01 - Centro histórico - CEP: 90020-030 - Porto Alegre-RS
Fones: (51) 3286-2998 / (51) 9316-1671
E-mail: arccov@gmail.com
Presidente: Adacir J. Flores

domingo, 24 de fevereiro de 2013

As Árvores Inúteis – Parte II

Foto do jornal Correio do Povo

A derrubada de árvores para alargamento da Av. João Goulart/Edvaldo Pereira Paiva, em frente ao Gasômetro em Porto alegre, ocorrida dia 07/02, segue se desdobrando em discussões públicas (Por que não antes???). No último dia 19 ocorreu uma oitiva de integrantes da prefeitura aberta para a participação da comunidade. Nela estiveram presentes os promotores Fábio Sbardelotto (Justiça de Defesa da Ordem Urbanística) e Alexandre Spaltz (Meio-Ambiente), que conduziram a coleta de depoimentos que darão início ao inquérito civil público sobre o corte de árvores. Os principais ouvidos pelos promotores foram o biólogo João Roberto Meira, chefe da Equipe de Estudos do Ambiente Natural da Smam e a arquiteta Carla Meinecke, gerente de Planejamento de Trânsito da EPTC. Também estiveram presentes os secretários de Obras e Viação, Mauro Zacher, e do Meio-Ambiente, Luis Fernando Zachia, ambos de participação quase nula na audiência.
Oito vereadores e muitos cidadãos compareceram e questionaram bastante os representantes do executivo, causando repetidas interrupções na sessão, que originalmente possuía o objetivo de o Ministério Público ouvir os técnicos responsáveis pela execução da obra.

Carla Meinecke foi quem respondeu aos questionamentos a respeito da alternativa de se construir uma passagem de nível (Ou Passagem Subterrânea Viária) igual a existente entre as avenidas Aparício Borges e Teresópolis (Terceira Perimetral) e como a que começou a ser construída no cruzamento da Rua Anita Garibaldi com Av. Carlos Gomes, como forma de gerar menor impacto ambiental não conflitando com a criação do Parque do Gasômetro, que esta prevista no Plano Diretor da capital, mas não possui lei que autorize a criação. Esse parque ligaria a Praça Julio Mesquita com a Orla do Guaíba e o Parque da Harmonia. A justificativa foi que a obra possui custo muito elevado e é vulnerável a possíveis enchentes por estar muito próxima ao lago Guaíba, o que causaria interrupção do fluxo e transtorno ao trânsito.

Com relação à compensação pelo corte das 115 árvores, João Roberto Meira afirmou que está previsto o plantio de 400 mudas de espécies nativas na região central da cidade e, que não haverá a transferência das espécies exóticas que serão cortadas, por serem invasoras e nocivas à biodiversidade nativa.
                       
Segundo o site Sul21: “O MP pediu garantias de que a compensação vegetal não será trocada por equipamentos como a Smam vem fazendo em outros licenciamentos, mas o biólogo não foi conclusivo na resposta. Ele também não soube responder detalhes sobre o impacto da queda das árvores na fauna, mas garantiu que estudos sobre isto foram efetuados. Meira explicou, por exemplo, que a legislação determina que se houver um ninho em uma árvore, ela só pode ser derrubada depois que o ninho não estiver mais sendo utilizado pelos pássaros.”

Enquanto isso, o corte segue suspenso.

Foto do site www.sul21.com.br
E no final de todos esses debates envolvendo obras urbanísticas públicas x impactos ambientais, conseguimos notar a desconexão de tantos projetos para a cidade, que só evoluem quando há fortes interesses pró, com pouca ou sem nenhuma resistência da comunidade. Mas é com exemplos como o do polêmico projeto do Pontal do Estaleiro em 2008 e com este das “Árvores inúteis do prefeito”, que vemos o quanto é saudável a efetiva participação popular no que diz respeito ao desenvolvimento sustentável de suas cidades.


domingo, 17 de fevereiro de 2013

Cinquenta Tons mais Escuros de Poluição, por Eduardo de Almeida



Água, monóxido de dihidrogênio, hidróxido de hidrogênio, óxido de hidrogênio ou ácido hidroxílico, independentemente do nome sua forma molecular é H2O, isto é, duas moléculas de hidrogênio e uma de oxigênio, é a fonte universal de vida, afinal sem a presença desse elemento nada o que conhecemos como seres vivos existiriam. Por exemplo, o ser humano tem algo em torno de 70% de sua constituição de água em outros seres vivos essa concentração pode chegar até próximo a 99%. Associamos a água sempre há um de seus estados, o líquido, mas devemos lembrar que ela pode ser sólida ou gasosa. No estado sólido lembramos logo das regiões dos polos norte e sul do planeta Terra, de grandes geleiras, ou a ameaçada Groelândia pelo fenômeno do aquecimento global e nos reportarmos para uma das fases da história da Terra, as conhecidas eras do gelo, atualmente essas regiões de gelo ocupam algo em torno de 10% do planeta, mas em outras épocas por volta de 20 mil anos atrás ocorreu à última, onde 30% das terras e mais de 30% dos oceanos estavam congelados, Já no estado gasoso tem sua importância no ciclo hidrológico, afinal é nesse estado, graças à evaporação e transpiração ou na união de ambas na evapotranspiração que ela alcança a camada da troposfera, lugar onde os fenômenos climáticos ocorrem, nessa camada com maior distância de 13 quilômetros do solo, aonde a água em forma de vapor chega, formando os aerossóis que denominamos de nuvens e através disso contribuem com a precipitação na Terra.
Mas essa água de três características principais e inconfundíveis atribuídas a sua transparência e suas singularidades de odor e sabor, isto é, as tais incolor, insipida e inodora, mas pergunto é isso que verificamos atualmente em rios e lagos? Dois processos distintos, mas que se complementam e contribuem ambos para que a água tenha sua qualidade afetada,  primeiramente pela contaminação, que é tornar uma substância suja, prejudicial ou impura pela adição de outra substância. Mas quem é essa substância indesejável que torna a água imprópria para a vida, essa se denominou de contaminante, dependendo da concentração desse a parte viva, isto é, a biótica do ecossistema aquático ainda consegue se estabelecer, graças sua capacidade de resiliência, mas a questão que preocupa é quanto o contaminante transforma-se em um poluente, substância que é prejudicial e tóxica à vida dos seres vivos, alterando também a parte abiótica da água, isto é, porção não viva onde estão os elementos químicos que constituem essa importante substância da vida, transformando a contaminação em poluição, onde uma mudança indesejável no ambiente ocorre com a introdução de concentrações exageradamente altas de substâncias prejudiciais ou perigosas.
Existe a poluição natural que ocorre no caso de uma erupção vulcânica, lançando substâncias na atmosfera ou no caso de seres que morrem no meio aquático, até por excrementos de animais no solo ou na água. Mas a ação humana acaba por colocar cinquenta tons mais escuros de poluição, nas límpidas águas do planeta. O homem contribui com a degradação ambiental global, lançando o que denominamos de poluentes primários, isto é, substâncias que são prejudiciais quando emitidas diretamente no ambiente, exemplo disso é o monóxido de carbono na atmosfera ou lançamento ou vazamento de petróleo ou óleo na água.
Água nosso recurso natural mais abundante, mas também mais ameaçado, aproximadamente são mais de 1400  milhões Km³ existentes no planeta Terra, mas apenas por volta de 2, 8% estão disponível na forma de água doce, sendo o restante em sua quase totalidade de águas salinas ou salobra. Para melhor compreender, é possível comparar a 1000 litros, onde 975 litros seriam os oceanos equivalendo 97,5% desse total e por volta de 150 mililitros estão o que seriam os rios e lagos equivalendo algo de 0,015%. O Brasil é detentor a nível mundial de 12% da água doce disponível no mundo, mas desse total brasileiro de 12%, informo que 9,5% está na região amazônica do país, onde apenas se concentra 5% da população e dos 2,5% do total restante da água nacional está nas demais regiões onde 95% da população brasileira habita.
Com esse cenário no Brasil, a cidade de Porto Alegre, é um exemplo na busca de soluções, está concluindo o Programa integrado Sociombiental (Pisa), tratando o esgoto da população da capital gaúcha, e consequentemente buscando a qualidade da água doce disponível para o consumo, com a nova Estação de Tratamento de Esgotos da Serraria serão tratados os detritos coletados nas bacias dos arroios Dilúvio, Cavalhada, Capivara e do Salso, assim trazendo novamente a qualidade das águas desses importantes corpos de água que contribuem com o Lago Guaíba. Devemos unir a data do Dia de Combate a Poluição no dia 14 de agosto, onde se dedica uma reflexão e a busca de soluções contra a poluição atmosférica, hídrica, do solo, sonora, visível, térmica e luminosa, com o dia 22 de março dia Mundial da Água, e buscar cada vez mais tons claros para nossas águas.

Postado originalmente no Blog http://profeduardodealmeida.blogspot.com.br por Prof. Eduardo de Almeida (Ambientalista, Biólogo, Consultor, Palestrante) 
 

TV Record testa espuma usada em boate e constata fácil combustão

A TV Record fez nesta semana um teste com a espuma usada para isolamento acústico na boate Kiss, que, ao queimar, provocou a morte de mais de 230 jovens em 27 de janeiro. Depois de adquirir o poliuretano com facilidade no mercado, o material foi levado para teste, providenciado por um bombeiro. No mesmo procedimento, foram testados também outros materiais utilizados para isolar o som, de melhor qualidade. A reportagem constatou que a espuma queimou com muita velocidade e levantou, em poucos minutos, a fumaça tóxica que seria responsável pela morte dos jovens na casa noturna em Santa Maria.

Correio do Povo - 06/02/2013 - opiniao@correiodopovo.com.br

Sugestão de postagem: David Monteiro

Porto Alegre (ainda) é segunda capital com maior área rural no país


Porto Alegre ainda é a segunda capital brasileira com maior área rural. Já existem roteiros turísticos e de educação ambiental na capital gaúcha que poderiam ser melhor explorados. Seria inteligente, inclusive, uma parceria consolidada da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Smam) com a Secretaria Municipal de Turismo na exploração deste potencial para a Copa do Mundo de 2014. Ainda há tempo!

Uma iniciativa importante é a do InGá - Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais. São estudos e análises que devem ser valorizados pelas escolas, universidades, empresas e população em geral.

Texto informativo do InGá:
“Porto Alegre possui mais de 80 tipos de frutas nativas, diversas já reconhecidas como alimento. Entretanto, em grande parte permanecem desconhecidas pela maioria da população. O InGá-Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais – busca trazer informações sobre a grande variedade das frutas, seu potencial de uso e importância em áreas naturais.”