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domingo, 27 de janeiro de 2013

CINQUENTA TONS DE VERDE, por Eduardo de Almeida




T
erra, planeta que tem ¾ de seu território preenchido por águas, sendo 97,4% oceanos de águas salgadas, mas nas regiões não inundadas tem sua cobertura revestida das mais variadas nuances de cores, mas podemos destacar cinquenta tons de verde, desde o verde brilhante das florestas tropicais pluviais formando um denso cinturão sempre verde ao redor da linha do Equador, também o verde escuro das florestas de coníferas nos surpreende, passando pelo verde de tons marrons das regiões de florestas de tundras e até a parte inundada pelas águas tem sua cor verde esmeralda, são esses tons que cativam tanto pelo sentido grandioso e encantam tanto pelo sentido do belo. É o tempo de aproximadamente quatro bilhões de anos desde o surgimento do Planeta, desses anos a linhagem de hominídeos à qual pertencemos tem mais de quinze milhões de anos, mas quero informar que há três milhões de anos que se consolidaram os traços fisionômicos e estruturais idênticos aos homens atuais, traços que nos tornam impares entre os primatas como o elegante andar bípede e ereto e nosso poder de consciência e de inteligência, características especiais de responsabilidade dessa espécie com o planeta. É importante salientar que o homem é essencialmente um ser da floresta, esse se aventurou a deixar esse ambiente cálido do manto verde como uma forma de se afirmar diante de sua mãe.
Esse novo filho da Mãe Terra, essa de nome Gaia dado por esse filho que se nomeou como Homo, nos reporta a estória grega de relação entre filho e mãe, isto é, o complexo de Édipo, onde nós seres humanos demonstramos um conjunto de desejos amorosos e simultaneamente hostis com nossa mãe Natureza.

Numa relação de amor e hostilidade esse filho que no ano de 1600 não passava de uma população de 600 milhões de irmãos sobre o seio dessa mãe, no ano de 2011 se orgulha de chegar aos sete bilhões de irmãos, mesmo sugando de forma incontrolável todo o alimento de sua mãe, ainda deseja e quer que essa ainda de à luz no ano de 2025 há oito bilhões de irmãos, e em 2050 chegando aos nove bilhões de irmãos e por fim, no ano de 2070 ao número de dez bilhões de irmãos.

Mas a saúde dessa mãe como está? Nós a desejamos ela quente, para nos saciar, e conseguimos alterar a concentração na atmosfera de um dos gases necessários para manter a temperatura do Planeta numa faixa habitável e claro existe a necessidade desse gás para o vital fenômeno da fotossíntese, em prol de suas necessidades esse filho, dessa mãe tão gentil, emitiu para a atmosfera toneladas de CO², numa tentativa de fazer as pazes, pediu a sua mãe desculpas pelas emissões fixando o ano de 1990 como marco de suas emissões em 27,8 bilhões de toneladas, firmou esse através de um protocolo conhecido como Kyoto, que determinou a redução das emissões desse gás, com duração até 2012 e sabem qual o resultado? Atualmente já ultrapassamos 35 bilhões de toneladas de CO² emitidos na atmosfera.

E além de quente queremos esse planeta úmido e novamente esse filho desapareceu com mais de 90 % das áreas úmidas conhecidas como banhados, afinal se continuarmos a presentear nossa Mãe Terra, com os mesmos presentes: A contaminação e a poluição, nos diversos estados físicos, como sólido, líquido e gasoso, seja através do lixo, dos esgotos ou pelos escapamentos dos automóveis. Em um cenário muito próximo nem a presenteada e menos quem presenteia irão existir no mesmo espaço de tempo.
Continuamos tentando pedir desculpas seja nos reunindo com a Mãe Terra em conferências ou salientando nossos erros cometidos e pedidos de desculpas em livros como Primavera silenciosa, O futuro roubado e A urgência do presente, ou em filmes como Uma verdade inconveniente e A última hora.

Precisamos do verde das florestas para purificar o ar que respiramos, do verde das algas para fornecer através do fenômeno da fotossíntese o gás oxigênio que chega a atmosfera através da evaporação dos mares, há milhões de anos o nível de oxigênio na atmosfera a partir do qual é permito vivermos, permanece inalterado, na ordem de 20% da composição da atmosfera, caso essa concentração aumentar para uma ordem hipotética de 25%, considerando a propriedade comburente desse gás, nosso manto verde junto com demais seres vivos seriam consumidos pelo fogo e caso a concentração desse gás caísse para uma ordem de 15% estaríamos todos nós inconscientes.

Vivemos em um país como nome de árvore, o quase extinto pau-brasil de uma região quase desaparecida do mapa brasileiro a Mata Atlântica, tudo isso nos reporta diretamente ao verde, afinal, maior parte da bandeira nacional é da cor verde, 40% do território nacional é de floresta amazônica. Mas o verde está perdendo seus tons, dados da Organização das Nações Unidas (ONU) revelam que 25% do território brasileiro estão sujeito à desertificação. Com a doença da Mãe Terra que se agrava a cada dia, hoje todas as formas de vidas existentes e conhecidas estão com sua sobrevivência ameaçada.
No ano de 2009 o dia 22 de abril Dia mundial da Terra, transformou-se no Dia da Mãe Terra, que ao invés de apenas uma data de atividades pontuais que se una há outras datas como o 5 de junho Dia mundial do Meio Ambiente e Dia Nacional da Ecologia , seja o marco inicial de recuperar os tons de verde da natureza.


AUTOR: Eduardo de Almeida - Ambientalista, Biólogo, Professor, Palestrante

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Fórum Social Temático 2013 em Porto Alegre, discute temas ambientais


http://fsmpoa.com.br/
Porto Alegre-RS finaliza os preparativos para receber cerca de 40 mil pessoas no Fórum Social Temático 2013, que inicia oficialmente a partir de amanhã dia 26 e se estende até dia 31 de janeiro em diversos locais da capital gaúcha, contendo programação centrada em temas já tradicionais do evento como democracia, diversidade e demais questões sociais e culturais e, é claro, muito debate acerca do desenvolvimento de uma economia mais sustentável para o mundo, equilibrando o necessário crescimento econômico com a indispensável preservação Ambiental.

Entre as muitas atividades que abordarão diretamente o meio ambiente, estará o Seminário sobre Energias Renováveis, que acontecerá dia 30/01 no Mezanino da Usina do Gasômetro, a partir das 14h. Em pauta: Energia Fotovoltaica e Carros Elétricos, Pesquisa em Energia Solar na UFRGS, Impacto da Adoção de Energias Renováveis nas Mudanças Climáticas, Implementação da Resolução 482 da Aneel, Energia Eólica e Certificação para Edificações Sustentáveis. 
“Simpósio das Águas” também merece bastante atenção, pois trata de um dos recursos mais valiosos para a vida no planeta. O simpósio ocorre dia 28 a partir das 09h, no teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa. 
Segurança Alimentar têm papel importante no fórum, contando com atividades autogestionadas, oficinas e palestras durante todos os dias do evento. Saiba mais: http://fsmpoa.com.br/default.php?p_secao=5
E como a educação infantil é a que no traz maior garantia de que outro mundo é possível, o Forinho (Fórum Social Infantil) estará repleto de atividades voltadas para as crianças e seus pais, entre eles a oficina Confecção de Brinquedos com Material Reaproveitado com Aldo Rosa (Prof. Pardal).

Fonte imagem: http://portoimagem.wordpress.com
O FST de Porto Alegre faz parte da programação global do Fórum Social Mundial (FSM), que este ano ocorrerá em março na Tunísia (www.fsm2013.org/es), preservando assim o rodízio de sedes que ocorre desde 2004, pois após sua 3ª edição o evento saiu do Brasil pela primeira vez e foi ganhar o mundo.

Segundo relatou à reportagem do site www.sul21.com.br, o coordenador geral do FST 2013 em Porto Alegre e presidente da Força Verde, Lélio Falcão, o foco dos debates será preservado com o tradicional contraponto ao Fórum Econômico Mundial de Davos. “O foco central é o debate político, todo resto será complemento, como o fórum infantil, o artesanato e a programação cultural”, fala. Os eixos temáticos serão a radicalização da democracia, o desenvolvimento sustentável e as cidades sustentáveis. “Serão mais de mil atividades com pessoas vindas de 25 países. Teremos o envolvimento de oito ministérios e sete secretarias estaduais, bem como dos poderes legislativos em todos os níveis”, ressalta.

RACHA NA ORGANIZAÇÃO

A Central Única dos Trabalhadores (CUT), Associação Brasileira de ONGs (Abong) e a Marcha Mundial das Mulheres (MMM), movimentos historicamente ligados ao Fórum Social anunciaram que não participarão desta edição do fórum, entre outros motivos, devido à grande presença dos poderes. Um exemplo é a Prefeitura Municipal de Porto Alegre que investiu R$ 2,6 milhões no evento.

INSCRIÇÃO E PROGRAMAÇÃO

Para participar do fórum, é necessário fazer inscrição e pagar taxa única de R$ 20,00 para a organização no local de credenciamento (Hoje iniciaram as inscrições e o credenciamento na Usina do Gasômetro). Pela internet é possível encaminhar o formulário de inscrição no site:  http://fsmpoa.com.br/default.php?p_secao=5

A abertura está programada para as 13h de sábado, com a concentração no Largo Glênio Peres para a tradicional marcha que começa às 17h e, que culminará com vários shows no Anfiteatro Pôr do Sol após as 17h30min. Quem abre é a banda de reggae Motivos Óbvios.

A edição 2013 do Fórum Temático, ao contrário de 2010 e 2012 que aconteceram de forma descentralizada em cidades da região metropolitana de Porto Alegre, neste ano estará concentrada na capital.

Atenção aos diversos locais do FST 2013:
Usina do Gasômetro e Acampamento da Juventude no Parque da Harmonia (Principais centros), além do auditório Mondercil Paulo de Moraes, do Ministério Público, Teatro Dante Barone, da Assembléia Legislativa, Aldeia da Paz, Anfiteatro Por do Sol, Largo Zumbi dos Palmares, Casa de Cultura Mário Quintana, Memorial do Rio Grande do Sul, Praça da Alfândega e na Escola Parobé.


Depoimento de Oded Grajew. Formado em Engenharia Elétrica pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e Pós-graduado em Administração pela Fundação Getúlio Vargas. Membro do Conselho Consultivo do Global Compact e do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Ministro Edison Lobão diz que não há mais risco de APAGÕES DE ENERGIA elétrica no Brasil

Charge de Amorim – Correio do Povo (RS)

Lobão garantiu também o corte de 20,2% nas contas de luz previsto para fevereiro. Apesar disso, também confirmou que a maior utilização da usinas térmicas será repassada aos consumidores.

Conforme matéria publicada no AmbienteMaiss, o atual governo em nada difere de seus antecessores no que toca a política do setor energético, ou seja: pouco ou nenhum investimento estratégico em energias limpas (renováveis). O programa de governo no setor consiste em driblar direitos socioambientais para a construção de usinas hidrelétricas como Belo Monte, Jirau e Santo Antonio. Sem APAGÕES, é o que diz o ministro Lobão. Até quando? É o que nos perguntamos. Talvez até quando estejam esgotados os (abundantes, mas não infinitos) recursos naturais do país.

domingo, 13 de janeiro de 2013

XINGU - O Filme

DICA DE FILME!

O filme Xingu retrata a luta dos irmãos Villas-Bôas pela soberania dos povos indígenas da Amazônia, da qual resultou entre outras conquistas, na criação do Parque Nacional do Xingu em 1961.



Recomendamos também este documentário baseado no livro de Cláudio e Orlando Villas Bôas, chamado A Marcha para o Oeste:
http://www.youtube.com/watch?v=5R3u4Oo1jyc

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Projeto inédito de bioconversão dos sedimentos de dragagem do Porto de Rio Grande (RS) em energia elétrica

Fonte: http://www.antaq.gov.br

Coordenado pelos professores Fabrício Santana e Christiane Saraiva Ogrodowski, do Laboratório de Controle Ambiental da Escola de Química e Alimentos (EQA) da Furg, o Projeto Bioconversão dos Sedimentos de Dragagem do Porto de Rio Grande, tem por objetivo transformar a matéria orgânica presente nos sedimentos, pela ação de micro-organismos, em energia elétrica.
Semana passada a Universidade Federal de Rio Grande (Furg) e a Superintendência do Porto de Rio Grande (Suprg) assinaram um convênio para uma nova etapa.
Conforme os envolvidos no projeto, o aproveitamento dessa lama terá um duplo benefício: além da geração de ENERGIA ELÉTRICA, uma economia de 20 milhões para o Porto de Rio Grande no deslocamento destes sedimentos a 23 milhas do canal.

Mais informações:
 http://www.lca.furg.br/

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Maior controle sobre hortifrutigranjeiros


Com o objetivo de obter algum tipo de fiscalização mais presente sobre a aplicação de agrotóxicos não autorizados na produção de hortifrutigranjeiros, foi assinado um termo de compromisso entre Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde, Ceasa, Conselho Regional de Engenharia e Agronomia, Secretaria Municipal da Saúde e Centro Estadual de Vigilância em Saúde.
O Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta, assinado por estas entidades, também visa controlar a incidência acima dos limites permitidos dos venenos que são lícitos no país. É uma iniciativa tímida, com quase nenhum destaque nos meios de comunicação, mas, de qualquer forma, trata-se de um avanço diante da farra do agrotóxico promovida pela nação brasileira.

Brasil lidera consumo de agrotóxicos no mundo


Fonte: www.diaconia.org.br
Quem afirma é o cineasta Silvio Tendler no documentário O Veneno Está na Mesa. O filme é uma forte denúncia sobre o domínio do mercado de sementes no país por seis ou sete empresas de agrotóxicos.
E a influência dessas empresas sobre o sistema de financiamento aos
pequenos agricultores. O documentário contém dados alarmantes sobre a permissividade do Brasil no uso de agrotóxicos proibidos há décadas nos EUA e na Europa, por exemplo. É de fato um tema pouco debatido, porém vital como o prato de comida na sua mesa. É um problema de saúde pública.

Do Correio do Povo
18.03.2012

“(...)Com pouco mais de 6 mil habitantes, Progresso, no Vale do Taquari , figurou, no ano passado, como o terceiro município da lista de Notificações de Acidentes de Trabalho por Intoxicação com Agrotóxicos do Ministério do Trabalho. Do total de 674 registros, 13 ocorreram na cidade gaúcha, que fica atrás de Maceió, em Alagoas, com 16 notificações, e de Paulo Frontin, no Paraná, com 20. A fumicultura é a base da economia de Progresso, envolvendo 85% das famílias(...)”

Por que se vende tanto VENENO aqui?

Fonte: www.fenatracoop.com.br

Trecho do texto: Agrotóxicos estão matando produtor rural

 “(...)O Brasil tornou-se um local de desova da sucata tecnológica desenvolvida pelo Primeiro Mundo chamada agrotóxico. Com a aprovação da ISO 14.000 os países do Primeiro Mundo cristalizam barreiras comerciais aos produtos com resíduos de agrotóxicos. E por isso se vende tanto veneno aqui. A mudança que está ocorrendo no planeta, porém, não altera o jogo do poder. Conforme assinala documento de dezembro de 1995 da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, o mundo está saindo para um nova "revolução verde", que de verde não tem nada. Entra a engenharia genética, a biotecnologia na história. Antes o produtor rural era dependente de sementes, fertilizantes químicos, agrotóxicos e banco; a chegada da engenharia genética, mantém a dependência. Ao invés dos agrotóxicos, vêm o controle biológico, as plantas engenheiradas, os animais transgênicos, mas os donos são os mesmos. A aprovação da Lei de Patentes nesta Casa, com ovinos obedecendo ao mando dos Estados Unidos, com um presidente apático, mudo, fez com que a biodiversidade brasileira fosse entregue aos norte-americanos, cristalizando assim a nova fase da "revolução verde". O produtor vai ter que pagar para usar a semente de milho que colher na sua roça (...)”

Acompanhe este discurso de 1996 no site: www.preservacaolimeira.com.br

Cultivos tradicionais nas regiões de origem para reforçar a segurança alimentar


No Peru, a experiência do “Parque da Batata”, como um exemplo do emprego de novas técnicas aliadas aos conhecimentos tradicionais para preservar as espécies nativas e reforçar a segurança alimentar, tem contribuído também para o debate sobre o tema.

O Parque de La Papa Peruana está localizado nos arredores da aldeia de Pisac, no Vale Sagrado dos Incas.

Criado em 1998 pelas comunidades indígenas, possui dez mil hectares destinados a preservar cerca de 5.000 variedades do tubérculo. No local há atividades de agro-ecoturismo e educação ambiental como alternativa de renda e sociabilização do conhecimento desse cultivo que remonta oito mil anos.


Experiências semelhantes ocorrem em várias partes do mundo: Índia, México, Vietnam, etc.
A Turquia, situada no chamado berço da agricultura (região conhecida como Crescente Fértil), também realiza programas de proteção aos cultivos tradicionais na sua região de origem.

Segurança alimentar no Brasil, assista: http://www.youtube.com/watch?v=WY14t0c835E

Fundo de crédito para financiar recuperação de áreas de proteção permanente (APP) é pouco divulgado

Segundo a engenheira agrônoma Léa Vaz Cardoso, assessora do Instituto Socioambiental ISA, estão disponíveis cerca de R$ 500 milhões para iniciativas verdes na agricultura, mas parte do recurso está ocioso por falta de projetos. Parece que eu já vi esse filme! E você?

Projeto é exemplo de cidadania e sustentabilidade


“Plantando alternativas, gerando sustentabilidade” é um projeto idealizado pela COOPSUL, com patrocínio da Petrobras. O objetivo é desenvolver ações de inclusão social, através da solidariedade e de alternativas sustentáveis de geração de renda e oportunidade de trabalho. Além disso, criar um trabalho em Rede e possibilitar a inserção do projeto como ferramenta social a ser multiplicado nas comunidades.”

Curso de Hidroponia na COOPSUL


“Por um Mundo livre de agrotóxicos, transgênicos e latifúndios, a primeira Horta Hidropônica do Brasil em terraço urbano está localizada na sede da comunidade. A horta nasceu após as reformas do prédio. As banheiras do prédio, que ficaram em desuso, foram utilizadas como canteiros e composteiras. Hoje, uma estufa coberta é utilizada para desenvolver diversas espécies de vegetais, frutas, temperos e  ervas medicinais, sem agrotóxicos. Os alunos do curso de hidroponia têm a oportunidade de aprender sobre a produção de alimentos orgânicos: da germinação da semente à colheita. O debate sobre o meio ambiente, alimentos, saúde e direito à cidade e urbanidade estão na pauta deste núcleo.”

Mais informações sobre este e outros cursos promovidos pela Coopsul – Cooperativa Mista e Solidária Utopia e Luta, entre em contato:

E-mail: coopsulrs@gmail.com
Fones: 3211-2248 / 8485-7703 (Marcelo) / 8484-7908 (Anna)

Acesse o site do Centro de Inteligência em Orgânicos

Falando em orgânicos, acesse o site do CI - Centro de Inteligência em Orgânicos
http://www.ciorganico.agr.br/o-projeto/apresentacao/


domingo, 30 de dezembro de 2012

Livro: História do Caminho de Peabiru, de Rosana Bond



“(...) A verdadeira história do Peabiru, segundo estudiosos ainda é um mistério, uma das teorias mais aceitas é que o caminho é a menor e melhor rota entre os oceanos Atlântico e Pacífico, tendo um importante papel no intercâmbio cultural e na troca de produtos entres as nações indígenas. Dizem ainda que foi aberto pelos guaranis em busca constante de uma mitológica "Terra sem Mal", aconselhados pelos seus deuses - base da religião guarani (...)”.

Leia na íntegra: www.caminhodepeabiru.com.br

Amazônia internacionalizada: o mercado de almas selvagens (Matéria Revista RollingStone)



“Missionários cristãos investem pesado na evangelização dos índios brasileiros com métodos ortodoxos, investimento internacional e persistência messiânica(...)”

Leia a matéria na íntegra:

O que o bonde da presidenta Dilma está esperando!?

Do Correio do Povo
13.11.2012

FALTA ATENÇÃO ÀS ENERGIAS RENOVÁVEIS

Segundo um relatório elaborado por um grupo de organizações não governamentais que acompanham o setor energético, o potencial produtivo do país tem sido negligenciado quando se trata de energias solar e eólica. A conclusão está no estudo intitulado “O setor elétrico brasileiro e a sustentabilidade”, divulgado nesta segunda-feira. O texto assegura que, com as tecnologias avançadas atualmente disponíveis, seria perfeitamente possível atender a 10% da atual demanda por energia, sendo a captação para tanto realizada em menos de 5% da área urbana do país. O potencial inexplorado da energia dos ventos é hoje de 300 gigawatts (GW), o que equivale a três vezes a capacidade instalada atualmente.


Para o geógrafo Brent Millikanm, diretor de uma das ONGs envolvidas com a elaboração do levantamento, é preciso mudar as premissas atuais que orientam os investimentos, com critérios baseados apenas no Produto Interno Bruto (PIB). Ressaltou que deve-se considerar variáveis que englobem questões sociais e ambientais, além de direcionar investimentos para a inovação tecnológica e ampliar a escala de produção de energias alternativas, abrindo um leque que ultrapasse as fontes convencionais. Isso não significa, de forma alguma, abrir mão da eficiência, que é decisiva para aumentar a competitividade da indústria, sendo possível aliar qualidade e quantidade na produção industrial.

O Brasil gasta em torno de 7 bilhões de dólares com energias limpas por ano. No mundo, esse valor chega a 237 bilhões anuais, superando o montante alocado para a construção de novas usinas movidas a combustíveis fósseis. Há um espaço para que essas fontes não poluidoras possam, no futuro, vir a ser opção real para fornecer a energia de que o planeta precisa sem que isso implique um custo demasiado alto para a natureza. Para isso, é preciso que o governo e iniciativa privada apostem na viabilidade dessas novas e promissoras matrizes energéticas. 

Em boa hora


A trágica estatística de acidentes nas estradas e o meio ambiente agradecem estudos como os que estão sendo realizados pelo Ministério dos Transportes sobre a viabilidade dos trens de passageiros em 64 pontos em todo país. Em boa hora, já que o início do desmonte da malha ferroviária lá nos anos de 1950, como todos sabem, significou um retrocesso do Brasil perante até mesmo os países vizinhos na América do Sul, muito mais avançados neste modal como meio de transporte de carga e passageiros.

Na Região Sul há trechos de estudo no Rio Grande do Sul e no Paraná. No RS os trechos entre Caxias do Sul e Bento Gonçalves e Pelotas ao Porto de Rio Grande. No Paraná, o trecho entre Maringá e Londrina é que está sendo estudado para trens de passageiros. Serão 64 pontos de estudo de viabilidade em todo o país, no modelo de Parcerias Público-Privadas (PPPs).

Se estes estudos forem levados adiante será uma batalha vencida contra a estupidez e em benefício da população.

Na sociedade da OBSOLESCÊNCIA PROGRAMADA


O E-LIXO representa uma parte chave do problema ambiental em que nos vemos envolvidos, quer queiramos ou não. O que fazer com o telefone celular em desuso? E com as pilhas, baterias e telas de computador e televisores?
Se você mora em Porto Alegre/RS e produz lixo apenas em escala familiar, estes são alguns locais de coleta:

Glória  DMLU – Capatazia da Glória – Rua Carvalho de Freitas, 1012
Seção Norte– Travessa Carmen nº 111 – Telefone: 3268.8330
Procempa  Av. Ipiranga nº 1.200 – Telefone: 3289.6163
Capatazia do Gasômetro Av. João Goulart nº 158 – Telefone: 3224.9724

Através do telefone (51) 3469-0906 o comércio e indústria podem receber maiores orientações.

O documentário The Light Bulb Conspiracy, de Cosima Dannortzer,  mostra o lobby criado no início do século XX para tornar a invenção de Thomas Edison um produto menos durável e, portanto, mais lucrativo para um pequeno número de famílias. É o pioneirismo do que hoje se chama 
de obsolescência programada. O sumo da ideologia 
vigente no século XXI: use e descarte.



Trailer do filme:
http://www.youtube.com/watch?v=251qoGOqpdk



As potências econômicas despejam grande parte do seu e-lixo em países africanos e asiáticos, danificando o meio ambiente e a saúde dessas populações. Inclusive com a utilização de trabalho infantil!!!

Fonte: www.cienciahoje.uol.com.br
No Brasil, a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, depois de 19 anos, representa um enorme avanço em relação à logística reversa. Por outro lado, não existe perspectiva de mudança nos modos de produção de forma a reverter ideologicamente o conceito de obsolescência programada. A regra é você comprar uma camiseta para durar um verão e um telefone celular que dure o tempo da garantia. Quando ele estraga, é claro, sai mais em conta comprar um novo modelo.
A única solução seria uma mudança nessa cultura de que os produtos devem ser descartáveis. Somente uma cobrança por qualidade e durabilidade que venha do CONSUMIDOR poderia iniciar a reverter este quadro.

Confira um trecho da POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS sobre LOGÍSTICA REVERSA
(...)
§ 2o  A definição dos produtos e embalagens a que se refere o § 1o considerará a viabilidade técnica e econômica da logística reversa, bem como o grau e a extensão do impacto à saúde pública e ao meio ambiente dos resíduos gerados. 
§ 3o  Sem prejuízo de exigências específicas fixadas em lei ou regulamento, em normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama e do SNVS, ou em acordos setoriais e termos de compromisso firmados entre o poder público e o setor empresarial, cabe aos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes dos produtos a que se referem os incisos II, III, V e VI ou dos produtos e embalagens a que se referem os incisos I e IV do caput e o § 1o tomar todas as medidas necessárias para assegurar a implementação e operacionalização do sistema de logística reversa sob seu encargo, consoante o estabelecido neste artigo, podendo, entre outras medidas: 
I - implantar procedimentos de compra de produtos ou embalagens usados; 
II - disponibilizar postos de entrega de resíduos reutilizáveis e recicláveis; 
III - atuar em parceria com cooperativas ou outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis, nos casos de que trata o § 1o
§ 4o  Os consumidores deverão efetuar a devolução após o uso, aos comerciantes ou distribuidores, dos produtos e das embalagens a que se referem os incisos I a VI do caput, e de outros produtos ou embalagens objeto de logística reversa, na forma do § 1o
§ 5o  Os comerciantes e distribuidores deverão efetuar a devolução aos fabricantes ou aos importadores dos produtos e embalagens reunidos ou devolvidos na forma dos §§ 3o e 4o
§ 6o  Os fabricantes e os importadores darão destinação ambientalmente adequada aos produtos e às embalagens reunidos ou devolvidos, sendo o rejeito encaminhado para a disposição final ambientalmente adequada, na forma estabelecida pelo órgão competente do Sisnama e, se houver, pelo plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos. 
§ 7o  Se o titular do serviço público de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, por acordo setorial ou termo de compromisso firmado com o setor empresarial, encarregar-se de atividades de responsabilidade dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes nos sistemas de logística reversa dos produtos e embalagens a que se refere este artigo, as ações do poder público serão devidamente remuneradas, na forma previamente acordada entre as partes. 
 (...)

Documentário Terra Vermelha


Obra do cineasta ítalo-chileno Marco Bechis, o filme-documentário retrata os conflitos pela posse de terras enfrentados por índios guarani kaiowá no Mato Grosso do Sul

Fonte: Planeta Sustentável 12/2008 - http://planetasustentavel.abril.com.br - Autores Felipe Milanez e Mônica Pileggi


Índios GUARANI-KAIOWÁ pedem morte coletiva em carta aos juízes federais


Dia 9 de novembro houve atos de protesto em todo o país, contra a liminar da Justiça determinando a retirada do acampamento dos índios Guarani-Kaiowás da Fazenda Cambará, em Mato Grosso do Sul.
Ato de apoio a manutenção dos direitos garantidos na Constituição Federal de 1988 ocorreu também em Porto Alegre:

Trechos da carta dos Guarani-Kaiowás após receber uma ordem de despejo da Justiça Federal:

"Pedimos ao Governo e à Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas solicitamos para decretar a nossa morte coletiva e para enterrar nós todos aqui.
(...)
Pedimos, de uma vez por todas, para decretar a nossa dizimação/extinção total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar os nossos corpos. Esse é nosso pedido aos juízes federais."

Há no país em torno de 45 mil Guarani-Kaiowá que vivem na maior parte em Mato Grosso do Sul, assolados pelos conflitos de terra com o agronegócio da região, mas também pelo alto número de suicídio entre jovens, decorrente da falta de perspectiva do seu povo.

Conforme o antropólogo e professor da UFRGS José Catafesto de Souza, estes índios vivem sendo aliciados para o trabalho na exploração da erva mate e da cana de açúcar.
Também existem inquéritos policiais em andamento sobre assassinato de lideranças Kaiowás. Conforme o senador João Capiberibe (PSB-AP), estes inquéritos não avançam em razão de divergências políticas.

"Não é possível que o Estado demarque as terras e fique pendente em alguma das instâncias judiciais e essas populações permaneçam em estado de conflito, como nós estamos vivendo aí", disse o senador João Capiberibe (PSB-AP). 

Confira o vídeo do ato ocorrido em Porto Alegre/RS dia 09/11/2012